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Mapa fará auditoria para evolução do status sanitário da aftosa no RS

A auditoria do Ministério da Agricultura que vai avaliar as condições sanitárias do Rio Grande do Sul para evoluir para o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação ocorrerá na primeira quinzena de setembro. Os últimos focos de febre aftosa no Rio Grande do Sul foram registrados em 2001. No Brasil, em 2005. 

O anúncio foi feito pelo diretor do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e coordenador técnico da Câmara Setorial da Carne Bovina, Antônio Carlos de Quadros Ferreira Neto, durante reunião na quinta-feira, 11/7.

A última auditoria feita pelo Ministério da Agricultura ocorreu em novembro de 2017 e apontou 32 inconformidades, entre questões técnicas e administrativas. De acordo com o diretor, a maioria dos pontos avaliados naquele ano já foi solucionada ou está em vias de solução. O pedido de auditoria do Ministério da Agricultura no sistema de defesa sanitária animal foi formalizado pelo secretário da Agricultura, Covatti Filho, em julho.

O Rio Grande do Sul está no Grupo 5 do Ministério da Agricultura, juntamente com Santa Catarina (que já é zona livre de febre aftosa), Paraná (que deve ter o status definido em setembro), além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A previsão inicial para este grupo era de ter vacinação até 2021 e reconhecimento de zona livre da doença em 2023.

Estudo realizado no ano passado pela Seapdr sobre a circulação viral da febre aftosa constatou a inexistência do vírus no Rio Grande do Sul. E o trabalho da fiscalização do rebanho para obter este resultado é contínuo. Só em 2018 foram fiscalizadas 18.122 propriedades rurais, totalizando 1.053.527 animais, além de 9.967 agropecuárias que vendem a vacina contra a febre aftosa.

O sistema de combate à febre aftosa desenvolvido pela Seapdr inclui ainda o aumento do número de médicos veterinários oficiais (128 em 1998 e 324 em 2019), 97% das propriedades com georreferenciamento, uma legislação de defesa animal robusta, estudos sistemáticos de circulação viral e análise de risco e o resultado célere das amostras, em até 72 horas.

A discussão sobre a febre aftosa também vai ocorrer na Expointer, em Esteio, no dia 30 de agosto, durante o 1° Fórum Nacional do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa).

Também participaram da reunião da Câmara Setorial da Carne Bovina o secretário adjunto da Agricultura, Luiz Fernando Rodrigues Junior; a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapdr, Rosane Collares; representantes do Ministério da Agricultura, de secretarias de Estado, técnicos, pesquisadores e entidades representativas do setor.

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