Uruguaiana
Jornal de Hoje

IPM indicia ex-comandante interino do 1º BPAF apenas por crime militar

10 Agosto 2018 14:49:00

Gabriela Barcellos
Foto: Gabriela Barcellos/JC

O major Gerson Corrêa de Mello, ex-comandante  interino do 1º Batalhão de Policiamento de Área de Fronteira (BPAF), não responderá por "transgressão da disciplina policial-militar", por faltar com a verdade. O Jornal CIDADE teve acesso ao boletim do inquérito policial militar que apurou as acusações de ameaças feitas contra o Major por dois soldados do 1º BPAF.
Mello responderá apenas por crime de ameaça praticado contra os soldados André Luiz Dorneles e Marcelo Pires Berger em, pelo menos, duas ocasiões.

Já a acusação de "transgressão da disciplina policial-militar", por faltar com a verdade em comentários proferidos durante uma formatura geral no Batalhão, pesa contra Giovane Dalcol Garcia, à época integrante do 1º BPAF no posto de capitão, exercendo suas funções sob liminar, pois foi reprovado no concurso público através do qual ingressou na "briosa", posteriormente excluído mas hoje lotado em Santana do Livramento, sob nova liminar judicial.


Entenda o caso

A situação envolvendo os militares teve início após estes haverem efetuado a prisão de um penado de alcunha Mortadela, condenado por tráfico de drogas. Durante a ação o namorado da filha de Mortadela, Carlos Dionas Vainant Pinto, de 24 anos, tentou impedir o trabalho dos soldados e, enquanto estes conduziam Mortadela no Instituto Penal de Uruguaiana, dirigiu-se ao 1º BPAF, onde estava aquartelado o soldado José Francisco Souza. Lá, transtornado e visivilmente embriagado, desacatou Souza sendo detido e conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Na DPPA voltou a ameaçar os PMs, vangloriando-se de ser amigo do interino comandante do Batalhão, sendo autuado em flagrante pelo delegado de plantão, por embriaguez e desacato.

No dia seguinte, Mello, em viatura discreta da Corporação, dirigiu-se a casa do soldado  Dorneles onde, com o dedo em riste, disse-lhe que tinham contas a acertar, pois este o teria chamado de corrupto. Dorneles deu às costas a Mello e registrou ocorrência policial por ameaça. No dia subsequente, juntamente com Berguer, foram chamados ao gabinete de comando e ameaçados, momento em que gravaram as ameaças.


O funcionário

Stella de Mello, esposa de Gerson, e que possui uma empresa de desembaraço de seguros, disse à reportagem do CIDADE que Carlos Pinto não é seu funcionário, e sequer o conhece, mas sabe tratar-se de um amigo de Maicon Ilha, este sim, seu funcionário.
Tanto Mello quanto Stella  negam amizade com Carlos Pinto, que Mello diz ter conhecido somente após o episódio, ao apurar a situação.

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