Alzheimer: Uruguaiana tem mais de 40 pacientes em tratamento pelo SUS

Você sabia que o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura que afeta, majoritariamente, pessoas acima de 65 anos de idade?
Ela provoca alterações no comportamento, na personalidade e no humor do paciente. Em Uruguaiana, 41 pessoas são atendidas na rede pública com a doença. Estima-se que o número de pacientes com Alzheimer seja o dobro, pois muitos pacientes são atendidos na rede privada. Além disso, a doença ainda vista por alguns como “sequelas da idade’, o que faz com que a doença seja ainda mais agressiva.
No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 50 milhões de pessoas. Segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, os números poderão chegar a 74,7 milhões em 2030 e a 131,5 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população. Esse cenário mostra que a doença caracteriza uma crise global de saúde que deve ser enfrentada.
“A doença não atinge apenas os pacientes. Ela envolve a família, os amigos e todos precisam estar prontos para ajudar quem mais precisa. O tratamento vai além da medicação – é preciso amor e atenção”, disse Suziele Pivetta, secretária adjunta de Saúde.
A doença é progressiva e os sintomas podem ser divididos em três fases: Leve: falhas de memória e esquecimentos constantes; dificuldades em realizar tarefas complexas (como cuidar das finanças); Moderada: o paciente necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como se vestir; Avançada: o paciente necessita de auxílio para realizar qualquer atividade, como comer, tomar banho e cuidar da higiene.
Sinais de alerta para o Alzheimer: Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho; Dificuldade para realizar tarefas habituais; Dificuldade para comunicar-se; Desorientação no tempo e no espaço; Diminuição da capacidade de juízo e de crítica; Dificuldade de raciocínio; Colocar coisas no lugar errado, muito frequentemente; Alterações frequentes do humor e do comportamento; Mudanças na personalidade; Perda da iniciativa para fazer as coisas.
Apesar de não haver cura para a doença de Alzheimer, existem opções de tratamento: medicamentos (disponíveis nas farmácias do SUS), reabilitação cognitiva, terapia ocupacional, controle de pressão alta, diabetes e colesterol, além de atividade física regular, podem ajudar a manter a qualidade de vida por mais tempo.
Prevenção
As causas do Alzheimer não são totalmente esclarecidas e não há uma forma de prevenção. No entanto, especialistas destacam que alguns hábitos têm o poder de reduzir a possibilidade de acometimento pela doença. Como ter uma vida ativa e com objetivos; praticar atividade física regular por pelo menos por 150 minutos por semana; controlar os fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes; procurar estudar e adquirir conhecimento; trabalhar a capacidade de concentração; e dormir bem.