
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo brasileiro não irá comprar doses da CoronaVac. Vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan e que tem o governo de São Paulo, comandado pelo rival político João Doria (PSDB), como principal fiador no Brasil. A declaração desautoriza anúncio realizado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que em reunião com governadores informou que o governo compraria 46 milhões de doses do imunizante.
Em declaração postada através de redes sociais, o presidente afirmou que não vai firmar acordo por nenhuma vacina não autorizada pela Anvisa e que o povo brasileiro não será “cobaia”. Ainda chamou a CoronaVac de “vacina chinesa de João Doria”. “Para o meu governo, qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa. O povo brasileiro não será cobaia de ninguém” disse o presidente Jair Bolsonaro.
Antes da reunião com governadores, o Ministério da Saúde chegou a enviar um ofício ao Instituto Butatan, na segunda-feira, 19/10, confirmando a compra das vacinas. “Informo a intenção em adquirir 46 milhões de doses da referida vacina (Vacina Butatan – Sinovac/Covid-19)”, diz o documento assinado por Pazuello. No valor estimado de US$ 10,30 (dez dólares e trinta centavos) por dose, seguindo as especificações da vacina e o respectivo cronograma de entrega. No fim da manhã de hoje, 21/10, Bolsonaro disse que mandou cancelar o protocolo de intenções. “Não abro mão da minha autoridade”, afirmou o presidente.








