
“Foi a imprensa que inaugurou a estratégia de, em vez de focar nos corruptos, focar nos corruptores, quando produz o noticiário. Que haja parceria legítima entre a imprensa e as instituições de combate a corrupção”. A declaração é do ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e fez parte de seu discurso no 3º Fórum Jurídico sobre Combate à Corrupção, promovido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Escola de Magistratura Federal da 1ª Região, em Brasília, do qual também participou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
O ministrou também exaltou o trabalho dos jornalistas, afirmando que “quanto maior for a liberdade de imprensa, maior será o combate à corrupção”.
Em seu discurso no painel que debateu o combate à corrupção, o ministro ressaltou a importância de se ter neutralidade e independência no exercício da magistratura e disse que o Supremo não pode ser refém da opinião pública. “O STF tem compromisso com a guarda da Constituição. E nenhum receio de desagradar a opinião pública, ou de cair em impopularidade, pode fazer com que um ministro do STF abdique de sua independência. Num país onde os juízes temem, as decisões deles valerão tanto quanto valem esses homens”, afirmou.
Fux afirmou ainda que sem o combate “veemente” à corrupção não se pode haver um Estado democrático. Ele ainda elogiou a atuação do Ministério Público Federal na recuperação de recursos desviados. “A atuação do Ministério Público está expungindo a visão da sociedade de que o direito penal era só para pobres e desvalidos. O direito penal é igual para todos. Esse exemplo tem sido dado frequentemente pela Primeira Turma, da qual pertenço. Não tem partidos, não tem pessoas, ali o juiz age de acordo com a sua independência jurídica. Ele paga um preço social mas, se decidiu, tem que fazer com a sua consciência, e ciente de que está fazendo certo”, disse Fux.








