Com o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Polícia Federal investiga um suposto esquema de fraude em sete fundos de investimento, com prejuízo a Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de servidores públicos no Brasil. A operação denominada de Minuano, cumpriu 27 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Portão e Canela, além das cidades paranaenses de Cambé e Londrina, além das capitais São Paulo e Rio de Janeiro. O valor estimado do golpe é de R$ 451 milhões. Sessenta e nove entes públicos teriam sido lesados, a maior parte deles no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Federal, os nomes das cidades não foram divulgados a fim de não atrapalhar as investigações.
De acordo com o titular da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros, Lucas Pereira Bohrer, mais de 20 pessoas são investigadas. Destas, três são consideradas as líderes do esquema. Todas são do Rio Grande do Sul. A prisão preventiva chegou a ser solicitada, mas não foi concedida pela Justiça. Não foram revelados nomes.
Foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos, computadores, tablets e celulares, além de documentos. Também foram executadas medidas cautelares de suspensão de atividade financeira e bloqueio de contas e ativos no valor estimado do prejuízo causado.
Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta e temerária, apropriação indébita financeira, estelionato financeiro, falsidade ideológica contábil-financeira, negociação de títulos mobiliários sem lastro, manipulação de preços de ativos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em caso de condenação por todos estes delitos, as penas somadas ultrapassam 40 anos de reclusão.
Os três investigados, todos do Rio Grande do Sul, teriam aplicado em sete fundos de investimento onde os desvios aconteciam. Segundo a PF, eles fraudavam relatórios financeiros a fim de manter, apenas no papel, os ganhos econômicos prometidos. Após os desvios, os investigados reaplicariam esse dinheiro no mercado financeiro. A Polícia Federal também identificou o pagamento indevido a dirigentes dos RPPS por intermédio de consultorias vinculadas ao grupo.


