O Laboratório de Biologia Molecular e Bioinformática Aplicadas à Microbiologia Clínica (Labiomic) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) vem se destacando no cenário nacional com suas contribuições no monitoramento genômico do coronavírus.Desde que ingressou na RedeVírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em junho de 2021.
O Labiomic ingressou especificamente no subprojeto “Corona-ômica MCTIC: Rede nacional de genomas, exoma e transcriptoma de Covid-19 para identificação de fatores associados à dispersão da epidemia e severidade”.Uma das principais descobertas foi a emergência da subvariante BQ.1 e BQ1.1 da variante Ômicron do coronavírus em Santa Maria. O alerta foi divulgado por meio do Informe Corona-Ômica em novembro do ano passado. Neste levantamento, foram coletadas 157 amostras, entre 2 de agosto e 16 novembro, em laboratórios públicos e privados de Santa Maria que realizam teste PCR para o coronavírus. Após, os genomas sequenciados foram analisados por meio da plataforma online Nextclade.
Priscila Trindade, professora do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da UFSM, conta que, ao receber a coleta dos centros clínicos, sua equipe extrai o material genético da amostra e realiza as etapas subsequentes. Ela explica: “Basicamente, o RNA viral é transformado em cDNA (DNA complementar), que por sua vez será amplificado para termos a quantidade de material genético necessária para sequenciar”. A seguir, essas moléculas de DNA amplificadas são submetidas a mais etapas até que estejam prontas para serem inseridas no sequenciador, o qual varia de acordo com o volume de amostras e a disponibilidade dos reagentes. Uma vez sequenciado o genoma do vírus, passa-se às análises bioinformáticas, quando se tem o resultado, que é divulgado ao público nos boletins.
O impacto da Rede Corona-Ômica na UFSM
O trabalho do Laboratório da UFSM junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações começou em junho de 2021, após a chegada de todos os equipamentos e reagentes necessários para executar a técnica. Assim, o Labiomic foi estruturado, em termos de equipamentos, a partir da pandemia. disponíveis em bases de dados públicas -, sem os equipamentos não haveria como ter os dados locais.
Uma vez com os trabalhos iniciados e gerando dados de vigilância genômica, o coordenador da Rede Corona-Ômica, professor Fernando Spilki, entrou em contato com o Labiomic para saber do interesse em colaborar com a rede. Além da Corona-Ômica, os pesquisadores ingressaram na fase 2 do projeto Laboratórios de Campanha, também financiado pelo MCTI.

