Leite envia PL do reajuste do magistério à Assembleia
O impacto financeiro da medida é estimado em aproximadamente R$ 424 milhões por ano. Crédito: Ilustração

O governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira, 9/2, o Projeto de Lei nº 38/2026, que prevê um reajuste de 5,4% no subsídio mensal dos integrantes da carreira do magistério público estadual. A proposta estabelece efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026 e tem como objetivo adequar a remuneração dos profissionais da educação ao percentual definido pelo governo federal para o piso nacional. 

Ao tratar das políticas de valorização da carreira docente, o governador Eduardo Leite destacou a responsabilidade do Estado em assegurar a aplicação integral do reajuste do piso e em consolidar avanços na educação pública gaúcha. Segundo ele, o atual governo mantém, de forma contínua, o compromisso de cumprir o índice nacional. “Foi o nosso governo que tornou realidade o pagamento do piso no Rio Grande do Sul, eliminando a prática dos completivos e garantindo mais transparência e segurança aos profissionais. Ao assegurar o reajuste integral, reafirmamos o compromisso com a valorização dos professores e com o fortalecimento da educação pública”, afirmou. 

De acordo com o texto do projeto, o reajuste alcança tanto a carreira do magistério estadual quanto os integrantes do Quadro Único do Magistério, criado por legislação anterior e atualmente em processo de extinção. O aumento incidirá sobre as referências previstas em lei, respeitando as regras específicas que compõem o subsídio. 

Na justificativa encaminhada ao Parlamento, o governo afirma que o percentual proposto busca garantir o cumprimento do piso nacional do magistério e representa a manutenção de um compromisso firmado com a categoria. O índice de 5,4% será aplicado de forma paritária a todos os níveis da carreira, abrangendo professores ativos, inativos e pensionistas com direito à paridade. O reajuste também se estende aos profissionais contratados em regime temporário, conforme a legislação vigente. 

O impacto financeiro da medida é estimado em aproximadamente R$ 424 milhões por ano, valor considerado compatível com o planejamento orçamentário do Estado para o próximo exercício. O Executivo também ressalta a delicada situação fiscal enfrentada pelo Rio Grande do Sul, agravada por perdas de arrecadação decorrentes da redução das alíquotas do ICMS, o que impõe limites legais e atenção às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mesmo diante desse cenário, o governo sustenta que a proposta busca equilibrar a valorização do magistério com a responsabilidade fiscal, levando em conta tanto o reconhecimento da categoria quanto os atuais limites orçamentários. 

Como funciona 

O reajuste de 5,4% incide sobre todo o subsídio da carreira, alcançando todos os níveis (I a VI) e classes (A a F) do Magistério Público Estadual, sempre tomando como referência a jornada de 40 horas semanais. O aumento vale a partir de 1º de janeiro de 2026, com efeitos retroativos, e é aplicado de forma linear, ou seja, no mesmo percentual para toda a estrutura da carreira 

A carreira do magistério é organizada por níveis, que refletem a formação e o tempo de carreira, e por classes, que representam a progressão horizontal dentro de cada nível. O projeto atualiza os valores do subsídio mensal em cada uma dessas posições.  

Quem é alcançado pelo reajuste 

O projeto estabelece que o reajuste vale para professores ativos e é estendido a inativos e pensionistas com direito à paridade. Além disso, alcança os profissionais contratados temporariamente, respeitada a referência correspondente na tabela salarial. 

Na prática, o PL garante que toda a estrutura da carreira do magistério estadual seja reajustada, preservando a hierarquia entre níveis e classes e assegurando o cumprimento do piso nacional do magistério dentro dos limites fiscais do Estado. 

BOX 

 

Na prática 

Após o reajuste, os valores passam a ser os seguintes: 

Nível I 

  • Classe A: R$ 5.130,65 
  • Classe B: R$ 5.181,81 
  • Classe C: R$ 5.233,64 
  • Classe D: R$ 5.285,98 
  • Classe E: R$ 5.338,83 
  • Classe F: R$ 5.392,23 

Nível II 

  • Classe A: R$ 5.233,13 
  • Classe B: R$ 5.285,46 
  • Classe C: R$ 5.338,31 
  • Classe D: R$ 5.391,69 
  • Classe E: R$ 5.445,61 
  • Classe F: R$ 5.690,66 

Nível III 

  • Classe A: R$ 5.387,05 
  • Classe B: R$ 5.656,39 
  • Classe C: R$ 5.939,21 
  • Classe D: R$ 6.236,17 
  • Classe E: R$ 6.610,33 
  • Classe F: R$ 7.073,06 

Nível IV 

  • Classe A: R$ 5.643,56 
  • Classe B: R$ 5.925,75 
  • Classe C: R$ 6.222,05 
  • Classe D: R$ 6.657,57 
  • Classe E: R$ 7.123,60 
  • Classe F: R$ 7.622,26 

Nível V 

  • Classe A: R$ 6.156,62 
  • Classe B: R$ 6.526,01 
  • Classe C: R$ 6.917,57 
  • Classe D: R$ 7.332,61 
  • Classe E: R$ 7.772,60 
  • Classe F: R$ 8.238,95 

Nível VI 

  • Classe A: R$ 6.669,67 
  • Classe B: R$ 7.069,83 
  • Classe C: R$ 7.494,05 
  • Classe D: R$ 7.943,69 
  • Classe E: R$ 8.420,30 
  • Classe F: R$ 8.976,04