
O quarto Levantamento Rápido de Índice do Aedes aegypti (LIRAa) de 2025 apontou situação de alerta para arboviroses. O estudo foi realizado entre os dias 10 e 14/11 pela Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e avaliou 2 220 imóveis em diferentes regiões. O Índice de Infestação Predial (IIP) foi de 2,9%, patamar que indica risco médio para transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
O levantamento de novembro foi o último realizado em 2025 e integra o calendário regular de monitoramento do vetor. O LIRAa é aplicado quatro vezes ao ano, com um levantamento por trimestre, estratégia que permite acompanhar a evolução dos índices ao longo das estações e orientar ações preventivas de forma mais precisa.
Para a execução do levantamento, o município foi dividido em cinco estratos territoriais, cada um reunindo entre 8,1 mil e 12 mil imóveis. Todos os estratos apresentaram índices acima de 1% e abaixo de 3,9%, faixa classificada pelo Ministério da Saúde como situação de alerta. O maior índice foi registrado no estrato 5, com 3,9%, seguido pelos estratos 2 e 3, ambos com 3,1%.
Além do IIP, o levantamento analisou o Índice de Breteau (IB), que relaciona o número de recipientes com larvas ao total de imóveis vistoriados. O estrato 5 apresentou novamente o maior índice, com IB de 4,6, indicando maior concentração de criadouros ativos. Embora o indicador não aponte a produtividade dos depósitos, ele auxilia no direcionamento das ações de controle vetorial.
Criadouros predominam em residências

A análise dos focos revelou que a maior parte dos criadouros do Aedes aegypti está relacionada a depósitos móveis, classificados como grupo B. Esse tipo respondeu por 61,1% dos focos encontrados e inclui recipientes como baldes, potes plásticos, garrafas e pratos de plantas. Em todos os estratos, esse grupo foi o mais frequente, evidenciando a influência dos hábitos domésticos na proliferação do mosquito.
Os pneus apareceram como o segundo principal tipo de criadouro, representando 22,2% dos focos identificados. Também foram encontrados depósitos de água ao nível do solo, como tonéis e barris, além de lixo e entulhos descartados de forma inadequada. Ao todo, dez pneus funcionaram como criadouros no período analisado, reforçando a necessidade de destinação adequada desses materiais.
Resultado de 2025
Fechando o ano de 2025, a Vigilância Epidemiológica contabilizou 61 casos confirmados de dengue, conforme o último boletim divulgado em 23/12, referente à Semana Epidemiológica 52. Ao longo do ano, foram registradas 445 notificações de casos suspeitos, com 366 descartes após investigação e 18 casos ainda em apuração. Houve uma internação hospitalar, registrada em abril, e não foram confirmados óbitos relacionados à doença.
O próximo LIRAa está previsto para fevereiro, com a divulgação dos resultados esperada para o final de março. O novo levantamento deverá indicar se as ações de prevenção e controle adotadas nos bairros reduziram os índices ou se o município seguirá em situação de alerta durante o período mais crítico para a dengue.








