MEC inicia consulta pública para definir regras da assistência estudantil
Crédito: Divulgação/MEC - Consulta do MEC recebe propostas até dia 21 de dezembro

O Ministério da Educação abriu, na terça-feira, 25/11, uma consulta pública para regulamentar a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), prevista na Lei 19.914/2024. A participação ocorre pela plataforma de contribuição cidadã até o dia 21 de dezembro, reunindo propostas de estudantes, famílias e profissionais da educação sobre como devem funcionar os auxílios que garantem acesso e permanência nas instituições federais. 

A consulta detalha ações já existentes, como auxílios de alimentação, moradia, transporte, inclusão digital e apoio à saúde mental. A intenção é definir regras claras sobre quem pode receber os benefícios e como eles serão distribuídos entre universidades e institutos federais, reduzindo desigualdades e evitando que estudantes abandonem os cursos por dificuldades financeiras. 

Objetivos da regulamentação 

O MEC afirma que a regulamentação busca padronizar a execução da assistência estudantil em todo o país. A PNAES reúne hoje 11 programas voltados à permanência, administrados pelas secretarias responsáveis pelo ensino superior e pela educação profissional. Com novas diretrizes, o governo pretende diminuir a evasão e fortalecer condições para que estudantes de baixa renda concluam sua formação. 

Participação ampla 

A consulta está aberta a qualquer cidadão, e todas as contribuições serão avaliadas para compor o texto final da regulamentação. Movimentos estudantis e organizações da área defendem que a nova norma incorpore mecanismos de transparência, metas de atendimento e distribuição equilibrada dos recursos, garantindo atendimento ao público mais vulnerável. 

O resultado das sugestões deverá orientar a implantação da política nos próximos anos, organizando os programas de assistência de forma mais eficiente. A proposta é que as novas regras consolidem uma estrutura nacional capaz de responder às necessidades dos estudantes e às diferenças regionais no sistema federal de ensino.