O ministro da Educação, Milton Ribeiro, comentou os cortes nos orçamentos de universidades federais, durante visita ao Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira, 12/5. Pela manhã, Milton esteve no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Região Central do estado, e afirmou que a pasta irá adiar projetos, como obras nas instituições de ensino.
“O que nós vamos fazer? Ninguém tem a solução para isso. Para a educação, o que nós vamos fazer é adiar alguns projetos. Por exemplo, projetos de obras, enfim. Nós vamos ter que adiar para ver o que é essencial”, disse.
O orçamento do MEC destinado às universidades federais em 2021 teve redução de 37% nas despesas discricionárias, se comparadas às de 2010 corrigidas pela inflação.
A queda afeta recursos destinados a investimentos e despesas correntes, como pagamento de água, luz, segurança, além de bolsas de estudo e programas de auxílio estudantil. A análise não inclui os recursos para salários e aposentadorias, que são despesas de pagamento obrigatório.
Milton Ribeiro condicionou a situação do orçamento à arrecadação de impostos por parte do governo federal. Segundo o ministro, a pandemia prejudicou o ingresso de recursos nos cofres da União.
“Tudo vai depender da arrecadação de impostos do Brasil. […] Se aumentar a arrecadação, seguramente, a educação será privilegiada. Nós vamos tentar, mesmo assim, recompor alguns itens que foram cortados do orçamento. Mas a realidade que estamos vivendo é esta, é a realidade em que o lockdown e a paralisação da economia minimizaram totalmente a arrecadação de impostos”, afirmou Ribeiro.


