A vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês, segue sendo ofertada em Uruguaiana. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a imunização teve início no município em 9 de dezembro de 2025, após a liberação do imunizante pelo Governo do Estado. Desde então, a aplicação ocorre na Sala de Vacina Central, que passou a atender em novo horário, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, sem fechamento ao meio-dia.
O público-alvo da vacinação são gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A imunização tem como objetivo proteger o recém-nascido nos primeiros meses de vida, período em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e os riscos de complicações respiratórias são mais elevados. Para receber a dose, é necessário apresentar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) ou CPF, além da carteira de gestante.
A SMS esclarece que, no caso da vacina contra o VSR, não é possível calcular a cobertura vacinal nos moldes tradicionais, uma vez que o acompanhamento ocorre por meio do número de doses aplicadas. Em Uruguaiana, 319 gestantes já foram imunizadas desde o início da campanha.
Em dezembro de 2025, o município foi contemplado com uma nova remessa da vacina, enviada pelo Ministério da Saúde juntamente com o restante do Rio Grande do Sul. Ao todo, o Estado recebeu 32 mil doses, que foram encaminhadas às Coordenadorias Regionais de Saúde e distribuídas aos municípios de forma proporcional ao número estimado de gestantes. Segundo a pasta, os envios seguem uma programação automática estabelecida em nível nacional.
A importância da vacinação é reforçada diante do histórico recente da doença no município. Em julho de 2025, Uruguaiana registrou a morte de um bebê de apenas três meses, em decorrência de complicações respiratórias causadas pela bronquiolite. O caso acendeu um alerta para os riscos da doença, especialmente entre crianças muito pequenas.
Além da vacina contra o VSR, a Sala de Vacina Central disponibiliza todas as doses previstas no Calendário Nacional de Imunização. O espaço também realiza a emissão do atestado de conformidade vacinal, documento exigido em processos de matrícula escolar. Para a solicitação, é indispensável a apresentação da caderneta de vacinação.
O que é a bronquiolite
Segundo o Ministério da Saúde, a bronquiolite é uma doença respiratória aguda que acomete, principalmente, crianças com menos de dois anos de idade. Ela é caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões, o que dificulta a passagem de ar e compromete a respiração.
A principal causa da bronquiolite é a infecção por vírus respiratórios, sendo o Vírus Sincicial Respiratório o agente mais frequentemente associado. Outros vírus, como adenovírus, influenza, parainfluenza e rinovírus, também podem provocar a doença.
Na forma mais comum, a bronquiolite viral, os primeiros sinais costumam incluir coriza, obstrução nasal e tosse, evoluindo para dificuldade respiratória, respiração acelerada e chiado no peito. Em situações mais graves, podem surgir sonolência excessiva, arroxeamento dos lábios e extremidades, gemência e até pausas respiratórias, exigindo atendimento médico imediato.
Há ainda a bronquiolite obliterante, uma condição pulmonar crônica mais frequente em adultos, causada por processos inflamatórios que impedem a recuperação adequada dos pulmões. Entre os sintomas estão tosse seca persistente, falta de ar, febre baixa, cansaço e perda de apetite.
Diagnóstico, tratamento e prevenção
O diagnóstico da bronquiolite é clínico, baseado na avaliação médica, no histórico do paciente e no contexto epidemiológico. Em casos mais graves, podem ser solicitados exames complementares, como oximetria de pulso, radiografia de tórax e testes específicos para identificação do VSR em secreções nasais.
Como a maioria dos quadros é causada por vírus, não há tratamento específico para a doença. O cuidado é direcionado ao alívio dos sintomas e pode incluir oxigenoterapia, hidratação, terapia de suporte e uso de broncodilatadores quando indicado.
A prevenção envolve medidas simples, como a higienização frequente das mãos, evitar contato com pessoas gripadas e adotar cuidados ao tossir ou espirrar. A vacinação das gestantes é considerada uma das principais estratégias para reduzir casos graves em bebês nos primeiros meses de vida.


