Começou, nesta quinta-feira, 12/3, o Congresso Mundial Brangus, reunindo produtores de 11 países para debater as tendências da pecuária de excelência. E a programação começou em solo gaúcho, mais precisamente em Uruguaiana, nas propriedades Tellechea & Associados e GAP São Pedro. As duas integram a Gira Técnica do evento. Participantes de diversas regiões do Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e México conferiram a mostra de animais nas duas propriedades
O presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, explica que a Gira Técnica é uma forma de mostrar o Brangus para quem vem de fora. “Há comitivas de outros países, como México, Estados Unidos, África do Sul, Colômbia, Paraguai, Argentina. Então, é para eles conhecerem um pouco o sistema de produção das propriedades brasileiras. Por isso serão giras que vão rodar pelo Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, conhecendo inclusive a diversidade brasileira da raça Brangus”
Acompanhando as atividades, Barros ressalta a importância de a gira iniciar pelo Sul. “São propriedades com forte representatividade de Brangus, trabalham com a raça há bastante tempo e carregam tradição, história e consistência produtiva”, explica.
Hoje, 13/3, seguindo o roteiro no Rio Grande do Sul, a propriedade a ser visitada será a Sigma Brangus, em Santana do Livramento. Neste sábado, 14/3, a propriedade Brangus La Estancia, em Pantano Grande, recebe os produtores e entusiastas da raça.
A segunda etapa do Mundial acontece em Londrina (PR) com a exposição de animais. O gado gaúcho já está no Parque Ney Braga, preparado para o início da mostra, e os rebanhos do Rio Grande do Sul representam a maioria entre os exemplares em pista. O protagonismo, segundo o presidente do Núcleo, não é circunstancial. “O estado é considerado um celeiro genético da raça, concentrando mais da metade dos animais Brangus registrados no Brasil”, afirma.
Segundo o Núcleo Brangus Sul, a programação reforça um ano especial para a raça. Além do Congresso Mundial, também está sendo preparada a ExpoBrangus, que acontece no mês de maio, em Uruguaiana.
Barros também ressalta a expectativa positiva para o Congresso, que vai além do networking. “A expectativa é sempre muito alta, né? Até porque a gente está passando por um momento no Brasil de aumento nas exportações de carne. Isso significa que é muito positivo estar recebendo agora o Congresso Mundial da Raça Brangus no Brasil, podendo mostrar como que produz a carne de qualidade que a gente está exportando”.
A expectativa de público também é positiva. “A gente tem uma expectativa muito grande, de grande público, de muitas pessoas acompanhando as exposições, acompanhando o congresso como um todo, e vendo um pouco de como é trabalhar no Brasil, as diferenças de trabalhar no Brasil. É muito legal porque vamos ver propriedades de Uruguaiana até Mato Grosso do Sul; vamos ter uma diversidade de biomas, uma diversidade de tipo, de cultura e de trabalho. E isso mostra que o Brangus anda em diversas condições e entrega qualidade de carne, principalmente, que é o que a gente busca hoje para produzir um bom animal, entregar um bom animal, entregar uma boa carne que vai ter um viés de venda no mundo cada vez mais de aceitação. Esse é o ponto principal que a gente vê nesse momento para o Brasil e claro, consequentemente para esse congresso sendo realizado aqui no Brasil”, conclui.
A programação do Congresso Mundial Brangus está dividida em três fases: a gira técnica pré-evento, que segue até o dia 17; as palestras, debates, julgamentos e leilões que reunirão criadores de 11 países em Londrina, entre os dias 18 e 21; e por fim, as giras pós-evento, que ocorrem entre os dias 22 e 25.


