Ministro confirma Medicina no campus Bagé da Unipampa
Expectativa é que implantação comece no próximo semestre. Créditos da foto: Anderson Coka

Bagé dará um passo histórico na educação superior com a implantação do curso de Medicina no campus local da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). O anúncio foi feito nessa terça-feira, 24 de março, pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante visita ao campus, e atende a uma antiga demanda da comunidade. 

“Bagé terá dois novos cursos, um deles é a Medicina”, enfatizou o ministro, sob aplausos. Além da graduação em Medicina, o município também receberá um curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial, ampliando a oferta acadêmica e alinhando a universidade às novas demandas tecnológicas. A notícia foi recebida com entusiasmo por autoridades, estudantes e moradores. 

O ministro destacou que a iniciativa poderá futuramente ser ampliada com a criação de um Centro de saúde, mas ressaltou que o primeiro passo é a formação de médicos. “Claro que no futuro poderá ter todo um centro. Mas vai começar com o mais importante, que é Medicina”, elucidou. 

A expectativa é que o curso contribua diretamente para reduzir a carência de profissionais na região. 

O prefeito Luiz Fernando Mainardi classificou o anúncio como histórico e enfatizou a articulação com o Governo Federal, com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a conquista representa avanço na estrutura de saúde e no desenvolvimento local. 

“Esse é um anúncio histórico. Bagé espera que um curso superior de Medicina aumente a oferta de médicos na região, assim como fortaleça a infraestrutura de saúde da cidade”, ponderou. 

Urcamp 

O prefeito também lembrou que o município apoiou, anteriormente, a proposta da Urcamp para implantação do curso de Medicina, iniciativa que acabou não avançando.    

Diante disso, lembrou, a Prefeitura buscou uma nova articulação junto à Unipampa e ao Ministério da Educação. “Nós apoiamos a proposta da Urcamp, que, como é de conhecimento público, por uma série de motivos não foi adiante. Então recorremos à Unipampa, e esse pedido foi aceito pelo MEC, pelo ministro Camilo e pelo presidente Lula”, sustentou. 

Trajetória  

Mainardi afirmou que a conquista do curso de Medicina para o município reforça uma trajetória de lutas históricas pela educação superior na cidade. Segundo ele, ainda nos anos 2000, quando se defendia a implantação de uma universidade federal em Bagé, havia descrença e críticas que apontavam a proposta como inviável.  

Com a criação da Unipampa e seu impacto na região, Mainardi destacou que a realidade demonstrou o contrário. O chefe do Executivo ressaltou que o anúncio do curso de Medicina atende a uma das principais demandas locais e reconheceu que críticas fazem parte do processo democrático, mas enfatizou que há um esforço contínuo de diferentes atores para entregar resultados concretos à população. 

Anúncios e confirmações 

O ministro confirmou, ainda, a garantia do projeto do Hospital Universitário no município de Uruguaiana, onde já há oferta de Medicina no campus da Unipampa. Aliás, ele anunciou um investimento de cerca de R$ 22 milhões na Unipampa. “A Universidade Federal do Pampa já possui o curso em Uruguaiana, e agora vamos implantá-lo também em Bagé. Além disso, estou comprometido em garantir o projeto do hospital universitário em Uruguaiana. Também vamos nos empenhar a trabalhar para a aquisição de uma sede para a reitoria, em um prédio histórico já recuperado no Centro da cidade”, elencou. O ministro ainda autorizou os recursos necessários para a finalização da moradia estudantil do campus Bagé. 

Próximos passos 

Para a implantação do curso de Medicina, Camilo Santana explicou que, no próximo dia 30, será sancionada a lei que permitirá a criação. A partir disso, a gestão da Unipampa deverá detalhar o número de docentes, além de outros pontos necessários para a oferta do curso. “Vamos autorizar o número de professores e de técnicos, com ampliação de orçamento para a universidade. Falta apenas a infraestrutura para iniciar. Nosso desejo é que já possa começar no próximo semestre, mas isso dependerá dessa avaliação”, explicou o ministro.