O Rio Grande do Sul apresentou avanço no desempenho da educação básica em 2025. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados na quarta-feira, 5/8, mostram crescimento nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio, tanto na avaliação geral do Estado quanto na rede pública.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb gaúcho passou de 6,0, em 2023, para 6,3 em 2025. Nos anos finais, o índice avançou de 4,9 para 5,4. Já no ensino médio, a elevação foi de 4,2 para 4,9. Com os novos resultados, o Rio Grande do Sul atingiu, nas três etapas avaliadas, os maiores índices desde o início da série histórica, em 2005.
Rede pública
O desempenho da rede pública acompanhou a evolução observada no resultado geral do Estado. Nos anos iniciais, o Ideb passou de 5,8 para 6,1. Nos anos finais, subiu de 4,7 para 5,2, enquanto no ensino médio o crescimento foi de 3,9 para 4,7.
A melhora também aparece nos resultados de aprendizagem medidos pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que considera o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática.
No 5º ano do ensino fundamental, a média gaúcha em língua portuguesa avançou de 218,40 para 222,25 pontos, enquanto em matemática passou de 229,02 para 234,94. Entre os estudantes do 9º ano, a pontuação em português cresceu de 265,09 para 273,41, e em matemática, de 261,98 para 271,58.
No 3º ano do ensino médio, o desempenho também foi superior nas duas áreas. Em língua portuguesa, a média passou de 286,15 para 297,09 pontos. Em matemática, subiu de 281,17 para 291,53.
Avanço acompanha cenário nacional
Os resultados de 2025 permitem traçar um panorama amplo da educação básica brasileira. O Ideb dos anos iniciais do ensino fundamental considera a realidade de 14,5 milhões de matrículas distribuídas em 101 mil escolas. Nos anos finais, o indicador reúne dados de 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Já no ensino médio, são 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas contempladas pelos resultados.
No cenário entre as Unidades da Federação, todas apresentaram crescimento do Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 estados registraram avanço, enquanto dois mantiveram os mesmos índices de 2023 e um apresentou queda. No ensino médio, 23 UFs tiveram aumento, três permaneceram estáveis e uma registrou redução.
Aprendizagem e fluxo escolar
Divulgado a cada dois anos, o Ideb combina os resultados de língua portuguesa e matemática obtidos no Saeb com as taxas de aprovação registradas pelo Censo Escolar. Criado em 2007, o indicador é utilizado para acompanhar a evolução da qualidade da educação básica brasileira e subsidiar o monitoramento das políticas educacionais.
Já o Saeb é aplicado em larga escala aos estudantes da educação básica e reúne testes de desempenho e questionários sobre fatores relacionados ao processo de ensino e aprendizagem.
Na edição de 2025, a avaliação alcançou 5,9 milhões de estudantes, distribuídos em 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o país. Os resultados do Ideb abrangem 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais, 11,2 milhões nos anos finais e 7,3 milhões no ensino médio. Os dados permitem acompanhar a evolução da educação brasileira e identificar os principais desafios de aprendizagem enfrentados pelas redes de ensino.

