A diversidade de temas e a produção acadêmica marcaram a 18ª edição do Salão de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), encerrada nesta quinta-feira, 8/10, em Jaguarão. Durante a cerimônia de conclusão, realizada no Theatro Esperança, sete estudantes foram reconhecidos com o Prêmio Cardeal Amarelo, distinção concedida aos trabalhos de maior destaque em diferentes áreas do conhecimento.
Os projetos premiados contemplaram assuntos como intolerância religiosa, inclusão e direitos humanos, preservação do patrimônio cultural, desenvolvimento tecnológico, segurança dos alimentos e pesquisa histórica. A seleção abrangeu as categorias Ensino, Extensão, Cultura, Inclusão e Direitos Humanos, Pós-Graduação, Inovação e Pesquisa.
A programação de encerramento também contou com apresentações artísticas. O Espaço da Dança Marina Miranda apresentou “Àṣẹ Feminino: Ecos do Ventre Sagrado”, trabalho que relaciona dança, ancestralidade feminina e elementos da natureza. Na sequência, o grupo Paraíso Flamenco levou ao palco “Alma Nômade – Caminhos, Cores e Memórias”, espetáculo que explora as conexões entre as tradições ciganas, flamencas e árabes.
Trabalhos reconhecidos
Na categoria Ensino, o premiado foi Matheus Henrique Ribeiro Laurindo, do campus São Borja, com o trabalho “Narrativas Digitais Sobre Religiões de Matriz Africana: Uma Experiência Jornalística Sobre Intolerância Religiosa e Sacralização de Animais”.
Em Extensão, Tamires Nunes, do campus Alegrete, recebeu a distinção pelo projeto “Experiência Extensionista na Rede Sacci Labmaker em Escolas Públicas de Alegrete”. Já na categoria Cultura, Henair Santos de Freitas, do campus São Gabriel, foi reconhecido pela pesquisa “Raízes da Cultura Guarani: Salvaguarda e Difusão do Patrimônio Imaterial da Aldeia Jekupe Amba”.
A estudante Luise Guimarães, do campus São Borja, conquistou o prêmio na área de Inclusão e Direitos Humanos com “Solitária em Cena: Curta-metragem, Debate e a Importância da Universidade Pública na Vida da Mulher Negra”.
Na Pós-Graduação, Isadora Teixeira da Cunha, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), foi premiada pelo estudo “Profissões e Perfil da Escravidão em Arroio Grande Através do Fundo de Emancipação”.
A categoria Inovação teve como destaque Larissa do Prado Lopes, do campus São Gabriel, autora do trabalho “Class-GUT: Aplicativo para Priorização de Não Conformidades na Segurança dos Alimentos”. Em Pesquisa, o reconhecimento ficou com Érica Vasconcellos, do campus Bagé, pelo estudo “Da BLIS à Conservação: Proteção do Composto Antimicrobiano por Encapsulação em Lipossomas”.
Evento reuniu mais de 2 mil inscritos
Os números da edição demonstram a abrangência do encontro acadêmico. Ao todo, foram contabilizadas 2.005 inscrições e 1.607 trabalhos submetidos, dos quais 1.538 foram aceitos para apresentação. Desse conjunto, 1.471 eram vinculados à Unipampa e 136 a outras instituições, conforme os dados divulgados pela organização.
O Prêmio Cardeal Amarelo recebeu 140 trabalhos inscritos, com 48 selecionados para concorrer à distinção. A programação científica também envolveu 595 avaliadores inscritos, 110 monitores, dez integrantes do comitê científico e 197 voluntários diretamente envolvidos nas atividades.
Entre as categorias com maior número de trabalhos apresentados, Pesquisa liderou, com 758 produções, seguida por Ensino, com 324, e Extensão, com 295. Inovação reuniu 51 trabalhos, Cultura contabilizou 45 e Inclusão e Direitos Humanos, 65.
A programação incluiu ainda seis sessões on-line do espaço Mães Cientistas, com 39 apresentações, e outras seis sessões destinadas a estudantes de cursos de educação a distância (EAD), que totalizaram 31 trabalhos.
Integração
Durante o encerramento, o reitor da Unipampa, professor Edward Frederico Pessano, ressaltou o envolvimento da comunidade universitária na organização do salão e na construção de um espaço de intercâmbio acadêmico e cultural. “Uma comunidade inteira se engaja nesse evento, que é tão relevante para nós”, afirmou o reitor, ao destacar o esforço coletivo necessário para viabilizar o encontro e promover a troca de experiências e conhecimentos.
Pessano também agradeceu à comunidade de Jaguarão pela recepção aos participantes e reconheceu a contribuição das instituições parceiras para a realização da programação. Segundo ele, o fortalecimento da universidade pública depende da colaboração entre diferentes instituições e setores da sociedade.

