Um balanço do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) divulgado na segunda-feira, 13/6, apontou que Alegrete, Candiota e Porto Alegre constam entre as dez cidades brasileiras com maior emissão de gases de efeito estufa oriundas de resíduos, energia e agropecuária respectivamente.
O Rio Grande do Sul emitiu 84,3 milhões de toneladas de CO2e – unidade de medida que reúne todos os gases, do carbônico ao metano – conforme o último levantamento, sendo o décimo colocado entre os 26 estados e o Distrito Federal. A agropecuária corresponde a mais da metade, sendo 53%, das emissões do estado, seguida de energia com 25% e mudança de uso da terra e florestas com 15%.
Alegrete ocupa a nona colocação entre os municípios brasileiros que mais emitem gases – o único fora das regiões Norte e Centro-Oeste. Em 2019, foram 1 885 589 toneladas de CO2e emitidas na cidade. Na agropecuária, a maior parte das emissões do Rio Grande do Sul tem como origem a fermentação entérica, ou seja, a digestão de materiais orgânicos por animais. Os gases resultantes do cultivo de grãos também influenciam nos números.
A capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, é a décima colocada no quesito resíduos, que considera os gases emitidos descarte de resíduos sólidos – lixo – e efluentes líquidos produzidos por residências e indústrias. Em 2019, foram lançadas 775 521 toneladas de CO2e na atmosfera.
A prefeitura da Capital afirma que a emissão de gases por resíduos no município é inferior à levantada pelo SEEG. Segundo a diretora de Projetos e Políticas de Sustentabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), Rovana Bortolini, um inventário de 2021 aponta que, entre as 2,3 milhões de toneladas de CO2e emitidas na cidade, apenas 200 mil toneladas seriam de resíduos.


