A Âmbar Energia confirmou que participará de concorrência federal marcada para terça-feira, 18/3, voltada à contratação de capacidade de geração elétrica. A iniciativa tem como foco viabilizar a retomada das operações da Usina Termelétrica de Uruguaiana, inativa desde 2022. O certame integra a política do governo federal para reforçar a oferta de potência ao Sistema Interligado Nacional.
A disputa ocorre no modelo de leilão de reserva de capacidade, mecanismo em que as empresas são remuneradas pela disponibilidade de geração ao sistema, independentemente do despacho contínuo de energia. O formato tem sido utilizado como instrumento de segurança energética, especialmente em períodos de maior consumo ou de redução na produção hidrelétrica.
Com cerca de 640 megawatts de capacidade instalada, a planta localizada no Rio Grande do Sul deixou de operar após mudanças nas condições de mercado e no fornecimento de gás natural. Desde então, permanece sem contrato ativo de comercialização, enquanto a empresa avalia alternativas regulatórias para reinserção no setor.
A modelagem do certame é acompanhada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regulação e fiscalização do setor elétrico. A autarquia definiu parâmetros técnicos e econômicos que orientam a participação das geradoras e estabeleceu regras para contratação da potência ofertada.
O debate sobre a contratação de térmicas ocorre em meio ao avanço das fontes renováveis na matriz brasileira. Embora a expansão da energia eólica e solar tenha ampliado a participação dessas fontes, usinas a gás seguem sendo consideradas alternativas de suporte em momentos de baixa geração intermitente.
Para a empresa, a obtenção de contrato pode assegurar receita estável e permitir a reativação da estrutura industrial, incluindo manutenção de equipamentos e recomposição operacional. Sem a contratação, a unidade tende a permanecer fora do sistema, à espera de nova oportunidade de mercado.
O resultado da concorrência, previsto após a etapa de habilitação e classificação das propostas, deve indicar se a usina voltará a integrar o parque gerador nacional ainda neste ciclo regulatório.


