Estado monitora casos de tuberculose em pessoas em situação de rua

A tuberculose na população em situação de rua no Rio Grande do Sul aumentou 5% em novos casos em 2022, conforme o Informe Epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgado no início de junho. O documento, que cobre de 2017 a 2022, é um esforço coletivo inédito e representa a primeira edição de um monitoramento que será permanente, semelhante aos boletins do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). 

 Esse informe é crucial para identificar casos e orientar políticas públicas para essa população. O RS é o primeiro estado a sistematizar dados com esse enfoque, trazendo informações sobre a doença e as características dessa população. O objetivo é destacar a tuberculose, que, apesar de curável e tratável pelo Sistema Único de Saúde (SUS), continua sendo um desafio sanitário e a segunda doença infecciosa mais letal no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. 

 O monitoramento, baseado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), revela que em 2022 a taxa de cura entre a população em situação de rua foi de 20,2%, enquanto na população geral foi de 58,3%. A taxa de abandono de tratamento nessa população foi de 34,7%, quase o dobro da população geral, que foi de 15%. 

Dados do Cadastro Único (CadÚnico) mostram que a população em situação de rua no RS aumentou 58,1% entre 2022 e 2023, totalizando 11.647 pessoas, um número que provavelmente subestima a realidade.