Inverno deve ser mais frio e chuvoso no Rio Grande do Sul

Embora o frio já esteja presente desde o início do mês, o inverno astronômico só teve início oficialmente nesta sexta-feira, 21/6, às 23h42, com o solstício de inverno no Hemisfério Sul. Já o chamado “inverno climático”, usado pela climatologia por ser baseado em datas fixas, começou em 1º de junho e se estende até 31 de agosto. 

Neste ano, a nova estação começa em um cenário de neutralidade no Pacífico Equatorial. A temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4, referência para a identificação dos fenômenos El Niño ou La Niña, encontra-se em 0,0°C — o que indica ausência de ambos os fenômenos, uma condição chamada de neutralidade. 

Temperatura: frio mais intenso em junho 

Os meses de junho e julho, tradicionalmente, concentram as temperaturas mais baixas do inverno no Centro-Sul do país, enquanto agosto e setembro tendem a registrar um aumento gradual nos termômetros. 

A alternância entre dias frios e quentes será mais acentuada nos meses finais da estação, o que pode provocar mudanças bruscas de temperatura, acompanhadas de vento e risco de tempestades severas. Essas oscilações também podem afetar negativamente culturas sensíveis como a fruticultura, que sofre com transições abruptas entre calor e frio. 

No estado, a expectativa é de um inverno mais frio que o do ano passado, embora sem a persistência de frio intenso ao longo de toda a estação. Haverá momentos de temperaturas amenas e até calor, especialmente em agosto e setembro, como costuma ocorrer na maioria dos anos. 

Um ponto importante: embora junho faça parte integral do inverno climático, seus primeiros 20 dias ainda pertencem ao outono do ponto de vista astronômico. Mesmo assim, os dados já registrados e as previsões indicam que junho será o mês mais frio do ano no estado. Julho e agosto devem apresentar médias mais elevadas, sem excluir a possibilidade de eventos pontuais de frio intenso. 

Massas de ar polar ainda devem atingir o Sul do país nos próximos meses, provocando geadas. A previsão de neve, por sua vez, depende de condições muito específicas e só pode ser confirmada com poucos dias de antecedência. No entanto, projeções baseadas em anomalias de temperatura indicam chance real de que o fenômeno volte a ocorrer em algumas áreas do estado. 

A Região Sul, deve enfrentar um inverno mais úmido. Esse cenário já começou a se confirmar com apenas nos primeiros 19 dias de junho, diversas cidades das regiões Central e Oeste do estado registraram acumulados entre 400 mm e 500 mm, superando a média histórica de todo o inverno climatológico. Assim, mesmo que chova pouco em julho e agosto, o que não é o prognóstico atual, já é certo que parte do estado terminará o período com volumes superiores ao normal. Junho deve ser o mês mais chuvoso da estação. 

A MetSul Meteorologia projeta que os volumes de chuva em julho e agosto devem ser menores que os registrados neste mês, mas ainda assim com possibilidade de episódios de instabilidade marcantes, especialmente em agosto e setembro, períodos historicamente associados a dias com chuva volumosa e tempestades.  

Previsão para Uruguaiana 

Para os próximos dias, o tempo deve seguir firme em Uruguaiana, com presença de nuvens, mas sem previsão de chuva. 

Sábado (21/06) 

  • Mínima: 10°C 
  • Máxima: 18°C 
  • Chuva: 0 mm 
  • Vento: Nordeste, 5 km/h 
  • Umidade: de 70% a 100% 
  • Condições: Sol com muitas nuvens durante o dia e céu parcialmente nublado à noite. 

Domingo (22/06) 

  • Mínima: 10°C 
  • Máxima: 17°C 
  • Chuva: 0% 
  • Condições: Sol entre muitas nuvens ao longo do dia, com nebulosidade mais intensa à noite. 

Segunda-feira (23/06) 

  • Mínima: 4°C 
  • Máxima: 13°C 
  • Chuva: 0% 
  • Condições: Céu limpo durante todo o dia e também à noite, sem nuvens previstas.