Na terça-feira, 25/2, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PP) anunciou a substituição da ministra da Saúde, Nísia Trindade, pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. A posse será em 6 de março, em Brasília.
Nísia comandava o ministério desde janeiro de 2023 e esteve à frente de medidas como a ampliação da cobertura vacinal e a gratuidade de medicamentos no programa Farmácia Popular. No entanto, sua saída foi motivada por insatisfações no governo, especialmente em relação à execução de programas estratégicos e à gestão de crises sanitárias. Além disso, a explosão de casos de dengue em 2024 – com mais de 6 milhões de infectados e 6 mil mortes – evidenciou falhas na resposta do ministério, agravadas pela expectativa frustrada em torno de uma vacina indisponível.
Para substituí-la, Lula escolheu Padilha, que, além da experiência como ex-ministro da Saúde, atuava na articulação política do governo. A expectativa é que sua gestão seja mais eficiente, garantindo melhor execução dos programas e maior diálogo com o Congresso.
Despedida
Pouco antes do anúncio oficial de sua demissão, Nísia participou de uma cerimônia no Palácio do Planalto, onde apresentou uma vacina 100% nacional contra a dengue. Em tom de despedida, foi ovacionada por servidores e destacou o trabalho de sua equipe. Em nota, afirmou ter cumprido o compromisso de reestruturar o SUS, citando avanços como a gratuidade na Farmácia Popular e o aumento da cobertura vacinal. Antes do ministério, presidiu a Fiocruz desde 2017.

