Médico especialista fala sobre o câncer de pulmão

A campanha Agosto Branco, que começou no dia 1º de agosto tem como foco a conscientização sobre o câncer de pulmão. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta que, no triênio de 2023 a 2025, serão diagnosticados cerca de 32.560 novos casos anuais de câncer de traqueia, brônquio e pulmão. Esse tipo de câncer está fortemente associado ao hábito de fumar. 

Para reduzir o risco de câncer de pulmão, as campanhas antitabagismo são essenciais. Pessoas que fumam devem procurar orientação médica com clínicos gerais ou pneumologistas para explorar opções de tratamento e estratégias para parar de fumar. 

De acordo com o médico especialista em oncologia de Uruguaiana, Tiago Camícia, a campanha tende a conscientizar sobre o uso do cigarro, que em média, causa 80% dos casos de câncer de pulmão. “Essa mortalidade tão alta, ocorre pela negligência aos sintomas. A pessoa que sente tosse, falta de ar ou dor, associa isso ao ato de fumar e acaba postergando o diagnóstico, então o objetivo da campanha é conscientizar as pessoas”, afirmou Tiago Camícia. 

O médico especialista em oncologia explica que o exame mais eficaz para o diagnóstico da doença é a tomografia de tórax sem contraste, com baixa dose de radiação. “Devemos fazer o rastreamento em pacientes com mais de 55 anos, que fumam ou fumaram cerca de duas carteiras por dia durante 10 anos, ou uma carteira por dia há cada 20 anos, que são as pessoas que tem alta carga tabágica”, explicou Tiago Camícia. 

De acordo com Tiago Camícia, as pessoas que fumam estão em adição, então não é tão fácil parar como as pessoas pensam. “A pessoa que fuma precisa de ajuda para parar de fumar, como adesivos de nicotina, medicamentos e uma rede de apoio”, finalizou o Médico. 

Grupos de tabagismo 

Em Uruguaiana, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desenvolve pelo menos seis grupos terapêuticos abertos ao público para casos de tabagismo, visando o tratamento dos pacientes. Os profissionais de saúde que coordenam as reuniões são farmacêuticos e psicólogos. De acordo com a farmacêutica Raquelli Bittencourt, a metodologia aplicada nos grupos foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional do Câncer, em que são trabalhadas reuniões quinzenais ou mensais, onde os pacientes participam de uma conversa aberta para os relatos sobre as dificuldades encontradas no tratamento. 

Para participar é possível realizar a busca espontânea nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) ou encaminhamento médico. Os encontros são semanais, e os dias variam de acordo com o local da reunião.