Pesquisa avalia os efeitos da pandemia na saúde física e mental dos gaúchos

Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) estão realizando a segunda etapa da Coorte PAMPA (Estudo Prospectivo sobre a Saúde Mental e Física da População do Estado do Rio Grande do Sul). A pesquisa é desenvolvida pelo Grupo de Estudos em Epidemiologia da Atividade Física (GEEAF) em conjunto com o Grupo de Estudos em Fisiologia do Exercício (GEFEX).

O tempo para resposta do questionário é de no máximo dez minutos. Os pesquisadores da UFPel salientam que a participação da comunidade é importante para que o grupo possa acompanhar a saúde mental e física de todos os gaúchos e gaúchas com 18 anos ou mais durante pandemia de covid-19. O questionário é preenchido de forma online e pode ser encontrado pelo endereço eletrônico: https://is.gd/cortepampa. É possível responder a pesquisa até o dia 31 de dezembro de 2020.

Na primeira fase da pesquisa, realizada nos meses de junho e julho, a prevalência de inatividade física encontrada no estado durante a pandemia foi 74,5%, onde 46,9% dos participantes que já eram inativos no período pré-pandemia, mantiveram esse comportamento ao longo das medidas de isolamento.

Dor lombar foi reportada por 74.2% dos participantes, sendo que 63,6% já tinham apresentado sintomas de dor lombar previamente à pandemia. Um aumento na intensidade da dor foi observado em 44,6% dos participantes. Ainda, foi registrada uma queda de 50% com relação à busca de tratamento para dor lombar. Pessoas que se tornaram ou se mantiveram inativas, apresentaram maior probabilidade de ter dor lombar durante a pandemia.

O relato de sintomas moderados a grave de ansiedade e depressão aumentaram 8.4 e 7.3 vezes desde o início do distanciamento social. Mulheres, pessoas com doenças crônicas, e participante que relataram redução dos rendimentos mensais durante a pandemia, apresentaram maior probabilidade de apresentar esses sintomas. Ainda, aqueles que começaram a praticar atividades físicas durante a pandemia, assim como aqueles que já praticavam, tiveram menor probabilidade de relatar sintomas moderados a grave de ansiedade e depressão durante o mesmo período.