Pesquisador diz que variante brasileira é ‘provavelmente’ mais contagiosa

O Ministério da Saúde foi notificado, na semana passada, sobre a identificação pelo Ministério da Saúde do Japão de uma nova cepa variante do vírus SARS-CoV-2 em quatro viajantes que chegaram a Tóquio vindos do Brasil. 

Os passageiros desembarcaram na capital japonesa no último dia dois de janeiro, após uma temporada no Amazonas, desenvolveram sintomas leves e cumprem quarentena no aeroporto de Tóquio.

Segundo informações fornecidas ao Ministério da Saúde pelas autoridades sanitárias japonesas, a nova variante possui 12 mutações, sendo que uma delas é a mesma encontrada em variantes já identificadas no Reino Unido e na África do Sul, o que implica em maior potencial de transmissão do vírus. Não há, no entanto, nenhuma evidência científica que aponte impacto na efetividade do diagnóstico laboratorial ou das vacinas em estudo atualmente contra a covid-19.

A variante da Covid-19 detectada no Japão com origem na Amazônia brasileira é “muito provavelmente” mais contagiosa, como a britânica ou a sul-africana, disse à agência de notícias francesa AFP, o pesquisador Felipe Naveca, que lidera os estudos sobre mutações de vírus no estado do Amazonas.

O pesquisador integra o Instituto Leônidas e Maria Deane que atua junto à Fundação Fiocruz, também indica que a nova variante pode já estar presente em outras partes do Brasil e não descarta que seja a cepa predominante no Amazonas.

Nesta quinta-feira, 14/1, o governo britânico proibiu as chegadas de voos do Brasil e mais 15 países. O motivo é a nova cepa do coronavírus encontrada na Amazônia. A medida entra em vigor a partir de sexta-feira “às 4h00 (1h00 de Brasília) em decorrência da evidência de uma nova variante no Brasil”, anunciou no Twitter o ministro dos Transportes, Grant Shapps.