Praça do Barão terá atividade focada na saúde mental
A programação inclui feira de artesanato com trabalhos produzidos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) Foto: Divulgação

A Praça Barão do Rio Branco será palco, neste domingo, 25/1, das 9h às 12h, da ação “Falar é Cuidar: Saúde Mental na Praça”, iniciativa que integra a programação municipal voltada à promoção do cuidado em saúde mental. O evento propõe aproximar o tema da comunidade em um espaço público, aberto e acolhedor, incentivando o diálogo, a informação qualificada e a redução de estigmas. 

A programação inclui apresentações artísticas realizadas por usuários dos serviços de saúde mental, feira de artesanato com trabalhos produzidos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), divulgação dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e espaços de escuta e orientação à população. A proposta é dar visibilidade à saúde mental, fortalecer vínculos comunitários e ampliar o conhecimento sobre os serviços disponíveis no município. 

Segundo a coordenadora da Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Elisa Rosa, a escolha da Praça do Barão como local da ação tem um sentido estratégico. “A ação tem como objetivo ampliar o acesso à informação e conscientizar a população sobre saúde mental em um espaço público, aberto e acolhedor. Não haverá atendimentos individuais; a proposta é informativa e educativa, com divulgação dos serviços da rede, orientações sobre como buscar atendimento e incentivo ao diálogo, à escuta e à redução do estigma”, explica. 

A atividade contará com uma equipe multiprofissional formada por trabalhadores dos Caps II e Caps AD, entre psicólogos, enfermeiros, oficineiros e artesãos, que estarão disponíveis para dialogar com a população e esclarecer dúvidas sobre os fluxos de atendimento da rede. 

Para Elisa, o nome da ação traduz um desafio ainda presente no cotidiano. “A resistência em buscar ajuda está muito relacionada ao estigma, ao medo de julgamento e à ideia equivocada de que falar sobre sofrimento emocional é sinal de fraqueza. Muitas pessoas também não reconhecem seus sintomas como uma questão de saúde ou não sabem onde procurar apoio”, afirma. Nesse contexto, a proposta é reforçar que falar sobre saúde mental é um ato de cuidado individual e coletivo. 

Em situações que indiquem demanda urgente, a coordenadora esclarece que não haverá avaliação individual no local. “A equipe estará disponível para orientar sobre os fluxos corretos da rede de saúde, indicando onde e como buscar atendimento imediato. Quando necessário, será orientada a procura pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou outro serviço de emergência, garantindo que a pessoa saiba qual caminho seguir de forma responsável e segura”, destaca. 

A ação “Falar é Cuidar” busca, assim, ocupar a cidade com informação, escuta e acolhimento, reafirmando que a saúde mental deve ser discutida em todos os espaços e que o cuidado se constrói coletivamente.