Iniciativa do CTG Sinuelo do Pago integra ação do Governo do Estado e do MTG, oferecendo oficinas culturais adaptadas para alunos da Educação Especial créditos: arquivo pessoal.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Uruguaiana recebe, nesta sexta-feira, 3/7, às 15h, o lançamento do projeto CTG na Escola – “Cultura Gaúcha Inclusiva: Vivências Tradicionalistas na Promoção do Desenvolvimento Humano”. A iniciativa será apresentada às famílias dos alunos, integrantes da comunidade escolar e representantes do meio tradicionalista.

Desenvolvido pelo Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Sinuelo do Pago, o projeto contará com a atuação da professora de dança e cantora nativista Mariane Acordi, da responsável pelo Departamento Cultural, Luci Rosane Denarde, do professor de dança Henrique Denarde e do grupo de prendas da entidade.

Em entrevista ao CIDADE, Mariane Acordi explicou que a iniciativa faz parte de uma ação do Governo do Estado em parceria com o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), destinada a incentivar entidades tradicionalistas a desenvolverem atividades em instituições de ensino. “Essa é uma realização do governo do Estado junto com o MTG, onde as entidades tradicionalistas se inscreviam para participar desse projeto. Ele poderia ser desenvolvido em escolas municipais, estaduais ou na Apae. Aqui em Uruguaiana, o CTG Sinuelo do Pago escolheu a Apae. Conversamos com o gestor da instituição, José Roberto, que prontamente aceitou a proposta e demonstrou interesse em oferecer novas atividades para os alunos”, destacou.

Segundo a professora, cada entidade participante elaborou seu próprio plano de trabalho. No caso do CTG Sinuelo do Pago, a proposta é aproximar os estudantes da Educação Especial das manifestações culturais gaúchas por meio de experiências adaptadas às necessidades de cada participante. “Cada entidade tradicionalista construiu seu próprio projeto. O nosso leva o tradicionalismo para dentro da Apae. Vamos desenvolver atividades culturais e artísticas, oficinas de contação de histórias, aulas de dança e outras ações adaptadas ao perfil dos alunos. Também queremos proporcionar momentos em que eles possam conhecer e participar das atividades dentro do próprio CTG”, afirmou.

Conforme Mariane, a proposta busca estimular a inclusão social e cultural de crianças e adolescentes com deficiência, utilizando a cultura gaúcha como ferramenta de desenvolvimento humano. Além de valorizar as potencialidades dos participantes e respeitar suas individualidades, o projeto pretende fortalecer vínculos, incentivar a autonomia e ampliar o sentimento de pertencimento.

A iniciativa também reforça o compromisso social do tradicionalismo gaúcho, levando suas práticas para além dos galpões e aproximando-as dos espaços de educação inclusiva. O projeto está alinhado às diretrizes do Movimento Tradicionalista Gaúcho e à Nota de Instrução nº 06/2024, que reconhece a cultura regional como instrumento de formação cidadã.

Oficinas

Com carga horária total de 120 horas-aula, o projeto prevê uma programação diversificada, com oficinas de musicalização voltadas ao repertório tradicionalista, utilizando instrumentos simples e recursos de percussão adaptados. Também estão previstas danças gaúchas com movimentos adequados às possibilidades dos participantes, além de atividades rítmicas com fitas e lenços.

A proposta inclui ainda contações de histórias e lendas do Rio Grande do Sul com apoio de recursos visuais e sensoriais, oficinas artísticas para a confecção de elementos simbólicos da cultura gaúcha, vivências com indumentária tradicional adaptada e, ao final, uma Mostra Cultural Inclusiva aberta às famílias e à comunidade escolar.

Conforme a organização, todas as ações terão caráter lúdico, educativo e terapêutico, contribuindo para o desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social dos alunos, além do fortalecimento da autoestima e da construção da identidade cultural.