Há quatro ciclos de transmissão da raiva

No segundo semestre de 2019, os residentes do Programa de Residência Integrada em Medicina Veterinária (PRIMV) da Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana, realizaram uma série de atividades com o objetivo de informar a população sobre a raiva.

A raiva é uma doença causada por um vírus que é neurotrópico, ou seja, ele possui atração pelo sistema nervoso. A enfermidade cursa com uma encefalite (inflamação do encéfalo) que ocorre de forma rápida e progressiva e que acomete mamíferos, inclusive o homem, pois é uma zoonose – grupo de doenças que são transmitidos entre animais e humanos.

O grupo de residentes formado por Rammy Vargas Campos, Lucas Mucci Richter, Marcelo Fittipaldi Kleinübing, Eduarda Costa Lamberti e Natalia Horstmann Risso, foi a escolas difundir o conhecimento aos alunos, para que possam, desde cedo, entender sobre a doença e inclusive alertarem os pais em casa. Também foi realizada uma atividade na Expofeira, em parceria com a Secretaria de Saúde.

Uma das integrantes do programa de residência, a médica veterinária e mestre em Ciência Animal, Natalia Risso, explica que a raiva é transmitida pela saliva (principalmente pela mordedura) de animais silvestres e domésticos infectados. “Outras formas de transmissão são a arranhadura e lambedura da pele com lesão”, acrescenta.

Sinais clínicos

Os sinais clínicos devem sempre ser avaliados em conjunto com o histórico de exposição ao vírus, devendo sempre ser avaliado por um profissional.

Caninos e felinos: animais com mudança de comportamento (apreensivos, desorientados e/ou irritados) com incoordenação motora, alteração no tom dos latidos, paralisia e com salivação excessiva;

Bovinos: tremores, incoordenação motora, fraqueza nos membros posteriores e dificuldade respiratória;

Humanos: febre, agitação, dificuldade para engolir e paralisia.

Prevenção

Natalia alerta que é muito importante vacinar os animais contra o vírus da raiva. “A vacina é barata, efetiva e assim você estará protegendo seu animal e consequentemente sua família”, lembra. “Caso ocorra qualquer acidente que tenha risco potencial para a transmissão da raiva (mordidas, arranhaduras e acidentes com animais silvestres e morcegos) procure o serviço de saúde independente da extensão da lesão”, ressalta.