Testamentos crescem 20,7% no Rio Grande do Sul 
O Rio Grande do Sul registra crescimento de 20,7% nos testamentos, enquanto Uruguaiana soma 226 registros entre 2020 e 2025.  Créditos: Ilustração 

O número de testamentos registrados em cartórios no Rio Grande do Sul cresceu 20,7% entre 2020 e 2025, passando de 4.168 atos para 5.033, segundo dados do setor notarial. O resultado confirma a tendência de alta no Estado e também indica crescimento na comparação anual mais recente. O movimento está associado à ampliação dos serviços digitais e ao maior interesse por planejamento sucessório formal. 

O avanço estadual acompanha a expansão dos serviços extrajudiciais digitalizados, que facilitaram o acesso da população aos atos notariais. Mesmo com a modernização dos procedimentos, as exigências legais para validação do testamento foram mantidas. O instrumento segue como mecanismo previsto na legislação brasileira para organizar a destinação de bens dentro dos limites permitidos. 

Em Uruguaiana, os dados mostram 226 testamentos registrados entre 2020 e 2025. O levantamento começa com 41 atos em 2020, segue com 35 em 2021, 40 em 2022, e alcança o maior número em 2023, com 43 registros. Depois, o município contabiliza 38 em 2024 e 29 em 2025, conforme as informações coletadas. 

Na comparação entre 2020 e 2025, Uruguaiana registra queda de 29,3%, considerando a redução de 41 para 29 atos no período. Entre 2020 e 2023, houve crescimento acumulado de 4,9%, com o pico registrado naquele ano. Já de 2024 para 2025, a retração foi de 23,7%, indicando variação mais acentuada no último ano da série. 

Apesar das oscilações, a média anual no município é de aproximadamente 37,6 registros por ano, o que demonstra continuidade na utilização do instrumento ao longo dos seis anos analisados. O total acumulado reforça a presença constante do serviço nos cartórios locais, ainda que com diferenças entre os períodos. 

Os dados estaduais ajudam a contextualizar o cenário local, permitindo comparar a evolução regional com a realidade do município. A série histórica mostra que o testamento segue em uso, embora com ritmos distintos de crescimento. A atualização anual das estatísticas permitirá acompanhar os registros ao longo do tempo e verificar se a tendência de alta se mantém, além de observar o comportamento específico da localidade.