Testes para diagnostico de leptospirose são feitos somente em casos mais complexos, diz SMS
A devastação causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul durante o mês de maio não apenas deixou um rastro de destruição em muitos municípios, mas também trouxe consigo uma preocupação crescente com a saúde pública.
Entre os diversos riscos associados a esse tipo de desastre, é importante o alerta sobre a propagação da leptospirose, uma doença bacteriana potencialmente fatal transmitida pela urina de animais infectados, que pode se espalhar rapidamente em áreas alagadas.
Nesta segunda-feira, 27/5, o estado confirmou a quinta morte pela doença após as enchentes. Além disso, 129 pessoas foram confirmadas com a doença. O estado ainda investiga se outras nove pessoas morreram em razão de leptospirose após as enchentes. Ao todo, 922 casos da doença estão em investigação e 542 casos suspeitos foram descartados.
A morte mais recente ocorreu em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As outras quatro vítimas são: homem, de 67 anos, de Travesseiro; homem, de 33 anos, de Venâncio Aires; homem, de 50 anos, de Porto Alegre; homem, de 56 anos, de Cachoeirinha.
Em Uruguaiana, a Prefeitura Municipal vem realizando um trabalho de orientação para as famílias conforme a água vai baixando. De acordo com a secretária de Saúde de Uruguaiana, Suziele Pivetta, as famílias ribeirinhas estão sendo direcionadas sobre a importância da limpeza no retorno para as suas casas. Sobre os testes, ela explicou que eles somente não realizados em casos mais complexos. “Testagem para leptospirose só é feita quando a pessoa tem sintomas ou suspeita, então são casos mais específicos mesmo” explicou.
– O estado conta com nove mortes suspeitas. Jairo Souza/JC


