As ações de combate à criminalidade realizadas em cinco estados brasileiros entre os dias 9 e 13 de outubro resultaram em um prejuízo econômico estimado em R$ 110.510 para organizações criminosas. Os dados integram o balanço da Operação Protetor, consolidado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que reúne medidas de repressão, prevenção e investigação.
As atividades ocorreram no Acre, em Alagoas, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Durante o período, foram contabilizadas sete prisões e 1.025 apreensões de diferentes materiais, além de 940 ações de policiamento ostensivo, 138 iniciativas educativas e preventivas e 54 atividades de inteligência.
O levantamento também aponta a apreensão de 16 quilos de drogas e 10,5 unidades de ecstasy, conforme os registros do sistema Córtex, utilizado para reunir informações operacionais das forças de segurança pública.
Forças de segurança
A Operação Protetor integra as estratégias nacionais de enfrentamento à criminalidade, com atuação voltada à segurança nas fronteiras, divisas e áreas de relevância ambiental. A iniciativa busca articular diferentes frentes de trabalho das instituições de segurança pública, combinando presença policial, investigação e produção de informações de inteligência.
A coordenação está vinculada à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), ligada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ambas estruturas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Nesse contexto, o sistema Córtex é uma ferramenta tecnológica destinada a apoiar o trabalho dos órgãos de segurança pública, permitindo o acesso a funcionalidades e informações que auxiliam as atividades operacionais. A plataforma faz parte dos esforços do Ministério para ampliar a integração entre as instituições no enfrentamento de diferentes modalidades de crimes.
Conforme as regras estabelecidas pela Portaria nº 218, de 29 de setembro de 2021, os órgãos de segurança pública podem solicitar adesão gratuita ao sistema. O acesso às funcionalidades é restrito a agentes públicos devidamente habilitados e deve ser utilizado exclusivamente para atividades relacionadas às atribuições institucionais de segurança pública.
As ações da Operação Protetor incluem desde o policiamento ostensivo até procedimentos de polícia judiciária, além de iniciativas educativas e preventivas. A estratégia reúne diferentes modalidades de atuação para ampliar o enfrentamento às organizações criminosas e reduzir sua capacidade operacional e financeira.


