Operação nacional identifica suspeito em Uruguaiana
Ação integrada em 16 estados cumpre mandados e avança na investigação de crimes contra o transporte de mercadorias. Créditos: Divulgação/PCRS.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou de uma ofensiva nacional voltada ao enfrentamento de grupos criminosos especializados em crimes contra o transporte de cargas. A ação, denominada Operação Redecarga, foi coordenada em diversos estados brasileiros e contou com o suporte do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

A mobilização ocorreu de forma simultânea em 16 unidades da federação, com o objetivo de desarticular quadrilhas envolvidas em roubos e furtos de mercadorias. No território gaúcho, as investigações resultaram em duas frentes distintas de atuação, incluindo o cumprimento de ordens judiciais. 

Em Uruguaiana, foram executados dois mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, os agentes conseguiram identificar um suspeito ligado a um crime ocorrido em julho de 2025, quando uma carga de lençóis, avaliada em cerca de meio milhão de reais, foi levada. A apuração permitiu avançar na responsabilização do envolvido. 

Já na região metropolitana de Porto Alegre, a operação teve como alvo um grupo apontado como responsável por uma sequência de assaltos a cargas, principalmente do setor alimentício, registrados a partir de outubro do ano passado. Ao todo, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão no estado. 

Conforme a investigação, a organização criminosa atuava de maneira articulada, com funções bem definidas entre os integrantes. Havia divisão de tarefas entre os responsáveis por monitorar as rotas, executar os crimes e armazenar os produtos roubados em locais clandestinos. Os detidos possuem antecedentes por delitos graves, como homicídio, tráfico de entorpecentes e roubos qualificados. 

As ações policiais se concentraram em rodovias e pontos estratégicos de logística. No estado, as prisões ocorreram nas cidades de Porto Alegre e Gravataí. Ainda segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam veículos adulterados para despistar a fiscalização, além de equipamentos capazes de bloquear sinais de rastreamento dos caminhões.