Antônio Chamorra da Rosa, conhecido como “Capincho”, foi visto pela última vez no dia 7 de agosto.

O uruguaianense Antônio Chamorra da Rosa, de 58 anos, continua desaparecido desde agosto. Ele foi visto pela última vez no dia 7 daquele mês, após sair da casa de uma filha, por volta das 9h. Conhecido pelo apelido de “Capincho”, Antônio trabalha como pedreiro e informou que seguiria para a própria residência, mas não chegou ao local e, desde então, não foi mais localizado. 

Ao CIDADE, a sobrinha de Antônio, Renata da Rosa Dornelles, relatou que o tio havia ido até a casa da filha na quinta-feira, 6 de agosto, onde permaneceu durante a noite. Na manhã do dia seguinte, ele deixou o endereço dizendo que retornaria para casa. No entanto, não chegou ao destino e não foi mais visto pela família. 

Após perceber o desaparecimento, os familiares registraram um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia e passaram a reunir informações que possam contribuir para descobrir o paradeiro de Antônio. A família também ampliou a divulgação do caso por meio das redes sociais, buscando alcançar pessoas que possam ter visto o homem ou tenham alguma informação sobre seus últimos deslocamentos. 

Até esta terça-feira, 22/9, Antônio não apareceu. A família também espalhou cartazes pela cidade, em locais como, paradas de ônibus, postes de luz, bancos e muros. Informações sobre o paradeiro de Antônio podem ser repassadas pelos números (55) 99617-6955 e (55) 99720-5350.  

Desaparecimentos no Brasil 

O caso ocorre em um cenário que reúne milhares de registros de desaparecimento no país. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontam 59.369 pessoas desaparecidas no Brasil entre janeiro e agosto de 2026, conforme o levantamento informado para o período. A média registrada é de aproximadamente 244 desaparecimentos por dia, com variação de 5,89% em relação ao mesmo intervalo de 2025. 

A taxa estimada para 2026 é de 41,57 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes. Entre os meses do ano, agosto apresentou o maior número de registros, com 7.889 casos. Em seguida aparecem março, com 7.694; julho, com 7.582; maio, com 7.464; janeiro, com 7.385; abril, com 7.294; junho, com 7.257; e fevereiro, com 6.804. 

Do total nacional, 38.079 pessoas desaparecidas são do sexo masculino, enquanto 20.804 são do sexo feminino. Em 486 registros, o sexo não foi informado. Em relação à idade, 39.213 casos correspondem a pessoas com 18 anos ou mais, 16.108 envolvem pessoas de 0 a 17 anos e outros 4.048 registros não apresentam informação sobre a faixa etária. 

RS aparece entre os líderes em registros 

No recorte por unidades da Federação, o Rio Grande do Sul aparece na terceira posição entre os estados com maior número de pessoas desaparecidas no período. São 5.327 registros entre janeiro e agosto de 2026, atrás de São Paulo, com 14.196, e Minas Gerais, com 6.551. 

Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 4.461 casos; Paraná, com 4.187; Santa Catarina, com 2.985; Bahia, com 2.747; Goiás, com 2.509; Pernambuco, com 1.854; e Espírito Santo, com 1.630. 

No Rio Grande do Sul, a média é de 22 desaparecimentos por dia. O número representa uma variação de 5,46% em relação ao mesmo período de 2025. A taxa estimada para o Estado é de 71,13 registros para cada 100 mil habitantes. 

Dos 5.327 casos registrados no Estado, 3.323 envolvem homens e 2.004 mulheres. Quanto à faixa etária, 2.882 registros são de pessoas com 18 anos ou mais, enquanto 2.445 correspondem a pessoas de 0 a 17 anos. 

Como agir nesses casos 

A orientação é que familiares não aguardem 24 horas para comunicar o desaparecimento as autoridades. O Ministério da Justiça e Segurança Pública mantém a campanha “Não Espere 24h” e orienta que o boletim de ocorrência seja registrado imediatamente na Polícia Civil, presencialmente ou pela internet, com o maior número possível de informações sobre a pessoa e as circunstâncias do desaparecimento. 

Entre as providências que podem auxiliar na localização estão verificar os últimos lugares frequentados pela pessoa, procurar familiares e amigos que tenham mantido contato recente, conferir redes sociais e buscar informações em hospitais e no Departamento Médico Legal (DML). Também é recomendável disponibilizar uma fotografia atualizada e informar detalhes como roupas utilizadas quando a pessoa foi vista pela última vez. 

O MJSP disponibiliza a cartilha “O Que Fazer Quando Alguém Desaparece?”, que reúne orientações para familiares e conhecidos e reforça a importância de comunicar o caso rapidamente às autoridades. O material também alerta para os cuidados na divulgação de informações, recomendando a utilização de contatos oficiais para reduzir o risco de trotes e golpes. 

Telefones úteis 

Informações que possam contribuir para a localização de pessoas desaparecidas podem ser encaminhadas pelo 190, da Polícia Militar; pelo 191, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no serviço Sinal Desaparecidos; e pelo 100, do Disque Direitos Humanos. 

Em Uruguaiana, o registro de ocorrência e o atendimento aos familiares também podem ser realizados na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), localizada na Avenida Presidente Vargas, 3905, no bairro Santana, com atendimento 24 horas.