Bancada gaúcha pede ‘socorro’ a Tereza Cristina para minimizar estiagem

A bancada gaúcha apresentou uma série de demandas a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, por meio de uma videoconferência. Os pedidos tratam sobre maneiras de minimizar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul. Até o momento, 63 municípios já decretaram situação de emergência devido à falta de chuvas. A reunião foi mediada pelo secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho e teve a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Poli (PP). Coube ao presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag), Carlos Joel da Silva, apresentar as demandas à ministra. 

A primeira é pedir mais agilidade na emissão do relatório de comprovação de perdas, permitindo rapidez aos trâmites do seguro agrícola para implantar, após a retirada da massa verde do milho afetado para a alimentação animal, outra cultura na mesma área, de soja ou novamente o milho. A estimativa é de que as regiões noroeste e norte concentrem 40% do milho plantado no Estado.

A segunda demanda é criar uma linha de crédito de custeio de milho emergencial que não tenha impacto no risco bancário e no limite de crédito para permitir ao produtor rural o plantio de novas áreas com a cultura. Segundo o dirigente, é preciso apoiar o plantio de novas lavouras de milho, já que há grande déficit do cereal nas cadeiras de produção da proteína animal. A terceira solicitação é a ampliação da oferta de milho, por meio do envio de pelo menos 100 mil toneladas para ser comercializado pelo ProVB/Conab (Programa de Vendas em Balcão da Companhia Nacional de Abastecimento). O quarto pedido é o aumento do limite de consumo para bovino de leite de 60 para 120 quilos por mês, dentro do mesmo programa, para manter a nutrição adequada. Por fim, foi feita a defesa da implementação de um auxílio emergencial aos agricultores atingidos pela estiagem.

A ministra Tereza Cristina lamentou a situação da falta de chuvas no Estado e pediu às entidades e à Secretaria Estadual da Agricultura levantamentos sobre os municípios afetados e os prejuízos causados pela estiagem em cada cultura, uma vez que os dados disponíveis no Ministério da Agricultura ainda não retratam o que foi relatado na reunião. Ela ainda destacou que, desde o ano passado, já foram direcionados para o Rio Grande do Sul R$ 1,8 bilhão para minimizar efeitos da estiagem. Ainda há, segundo a ministra, recursos para a implantação de reservatórios de água. Uma nova reunião deve ser realizada na semana que vem, após o envio dos relatórios dos prejuízos ao Ministério da Agricultura.