Uma publicação da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) desencadeou uma troca pública de críticas entre o secretário Jeffersom ‘Mattivi’ Almeida e a vereadora Stella Luzardo (União Brasil). O episódio teve início no sábado, 14/2, após a divulgação de um vídeo institucional que anunciava 150 vagas de estágio na administração municipal.
Na peça publicitária, a Secom utilizou um trecho da música “Toma Botada”, do DJ Eo Chapa em parceria com MC Rogê, que viralizou nas redes sociais. A escolha da trilha foi criticada pela vereadora, que publicou vídeo em suas redes sociais afirmando que a música “exalta depravação e desvaloriza a mulher”. Segundo Stella, a postagem representaria “um mau exemplo oficial” e não caracterizaria comunicação institucional adequada. Em sua manifestação, a parlamentar também associou o episódio ao veto, por parte do prefeito, do Projeto de Lei nº 59/2025 – popularmente conhecido como PL da Censura – que tratava de conteúdos nas escolas municipais.
Em resposta, o Secretário publicou vídeo rebatendo as críticas. Ele afirmou que o trecho utilizado não continha palavrões e que a estratégia buscou dialogar com o público jovem por meio de conteúdo em alta nas redes. O secretário destacou que o objetivo da campanha era ampliar o alcance da divulgação das vagas de estágio e citou outras ações recentes da Prefeitura, como a entrega de uniformes escolares e investimentos na área da saúde.
Durante a gravação, ele também criticou a postura da vereadora, acusando-a de tentar criar polêmica em torno do tema. Ele afirmou que, das cerca de 100 mil visualizações do vídeo, apenas a parlamentar teria levantado questionamentos sobre o restante da letra da música. O secretário ainda mencionou que Stella Luzardo teria, em momento anterior, demonstrado interesse em contratá-lo para atuar em sua comunicação.
Virou caso de polícia
A repercussão ganhou novo capítulo na terça-feira, 17/2, quando Mattivi registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil. No documento, ele relata que a vereadora teria divulgado acusações consideradas por ele como inverídicas, configurando, em tese, crime contra a honra e calúnia.
Em publicação nas redes sociais, o secretário informou que procurou a delegacia após a vereadora não remover o conteúdo que classificou como “calunioso”. Ele afirmou que a Prefeitura não utilizou palavrões na campanha e que a comunicação institucional do município é pautada por trabalho, responsabilidade e transparência.
Até o momento, não há registro de manifestação oficial da vereadora após o boletim de ocorrência.


