Evento teve aporte de recursos municipais, estaduais, emenda parlamentar, patrocínios, entre outros. Crédito: Ascom/CMU

O Carnaval Fora de Época de Uruguaiana 2026 esteve na pauta na Câmara Municipal, nesta terça-feira, 18/8, com a apresentação da prestação de contas do evento. Representantes da Comissão de Fiscalização do Carnaval, da Associação das Escolas de Samba de Uruguaiana (Asesgru) e da produtora responsável detalharam receitas e despesas, estrutura, público e impactos econômicos.

De acordo com os dados apresentados, o Carnaval de 2026 movimentou R$ 5.491.475,16 entre receitas e despesas. Desse total, R$ 3.363.669,64 foram geridos pela Asesgru, incluindo recursos de diferentes fontes públicas, e R$ 2.127.805,52 corresponderam às receitas privadas administradas pela produtora do evento.

Entre as fontes apresentadas estão recursos municipais, estaduais, emenda parlamentar, patrocínios, bilheteria, comercialização de camarotes e outras receitas vinculadas à realização do evento. A exposição também detalhou a aplicação dos valores em áreas como estrutura, repasses às escolas de samba, segurança, sonorização, PPCI, equipes de serviço, limpeza, marketing, jurados e demais despesas operacionais.

Além dos dados financeiros, foram apresentados indicadores relacionados ao impacto do Carnaval na economia. Segundo o relatório, aproximadamente 800 profissionais e mais de 30 empresas prestadoras de serviços estiveram envolvidos diretamente na estrutura e operação do evento, com reflexos em setores como hotelaria, comércio, alimentação, transporte e serviços.

A estimativa apresentada foi de mais de 30 mil pessoas nos três dias de programação. Também foi informado que o público teve origem em cerca de 80 cidades, considerando municípios brasileiros e visitantes de países vizinhos.

Durante a exposição, o produtor Fernando Espíndola destacou que os efeitos econômicos não se restringem aos dias de desfile, uma vez que a preparação mobiliza profissionais, fornecedores e as próprias escolas de samba ao longo do ano. A necessidade de maior previsibilidade para o planejamento das próximas edições também foi apontada, com a defesa da construção de mecanismos permanentes para organização e financiamento do evento.

Entre as ações da edição de 2026, foram citados o reconhecimento facial nos 16 portões de acesso, o monitoramento por câmeras, mudanças na organização dos setores e medidas de acessibilidade. Na área ambiental, a utilização de copos ecológicos contribuiu, conforme os dados apresentados, para a redução de aproximadamente 70% dos resíduos na avenida. O evento também destinou R$ 45 mil à Clínica Renal da Santa Casa, como contrapartida social.

Após a apresentação, os vereadores se manifestaram sobre os dados e a aplicação dos recursos públicos. Entre os pontos abordados estiveram a importância econômica e cultural do Carnaval, a necessidade de fiscalização e transparência, a origem dos recursos destinados ao evento e a possibilidade de estabelecer maior previsibilidade orçamentária para as próximas edições.