Coronavac está ponta. A bola agora está com a Anvisa

Finalmente, nesta quinta-feira, 7/1, o governo de São Paulo e o Instituto Butantan apresentaram os resultados da Coronavac. A eficácia da vacina é de 78% e, em casos moderados e graves, chega a 100%. Ou seja, nenhuma pessoa que tomou a vacina teve casos severos de covid-19. 

A notícia animadora foi dada por João Doria em um discurso de tom épico e cheio de indiretas a Jair Bolsonaro.

A vacina, que teve os resultados de testes atrasados seguidas vezes, deve ainda passar pelo registro na agência reguladora. A expectativa do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) é que a primeira dose seja aplicada ainda em 25 de janeiro. Ele pediu aos servidores da Anvisa que façam uma análise técnica do pedido e que não se submetam a interferências ideológicas que possam atrapalhar o processo. Após o anúncio, deputados de oposição miraram seus tweets para a Anvisa e cobraram da agência uma análise técnica e rápida da vacina.

Apesar de menos eficaz que outras vacinas como a da Pfizer e da Moderna (com 95% de eficácia), o produto desenvolvido pelo Butantan está acima dos 50% esperados pela Anvisa para a aprovação de uma vacina contra a covid-19, e seira uma opção segura e econômica par aplicação na rede pública de saúde.

Doria, que tem na Coronavac um trunfo político para suas ambições em 2022, apresentou ontem um plano para prefeitos das 645 cidades paulistas. Nele, o estado prevê aumentar os postos de vacinação de 5,2 mil para até 10 mil, e ampliar o horário de aplicação, incluindo finais de semana. A expectativa é que 18 milhões de doses sejam aplicadas até o dia 28 de março.