Prefeitos de Uruguaiana e São Borja discutem alternativas para comércio exterior

As principais dificuldades enfrentadas pelo setor do comércio exterior, principalmente nos municípios de Uruguaiana e São Borja, foram os temas debatidos em reunião realizada no Salão Nobre André Jager Soares, no Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura de Uruguaiana.

Incentivos fiscais adotados pelo Estado de Santa Catarina e o direcionamento de passagem de mercadorias pela fronteira da Argentina com a cidade de Dionísio Cerqueira, a partir da inauguração de uma nova estrutura alfandegária disponível desde o mês passado, estão preocupando profissionais do setor que trabalham nos dois principais portos secos gaúchos.

Conforme levantamento feito pelos despachantes aduaneiros gaúchos, a nova infraestrutura dispõe de espaço físico que comporta, atualmente, o movimento de cerca de 260 caminhões por dia.

O governo do Estado de Santa Catarina criou um benefício de pagamento de ICMS com alíquota bem menor para as empresas importadoras que venham a usar a base catarinense para o desembaraço de mercadorias. O reflexo dessa situação vem gerando preocupação por conta da perda de movimento de mercadorias nas duas fronteiras (Uruguaiana e São Borja), além da migração de profissionais e empresas para o extremo oeste catarinense.

No encontro, estiveram participando os prefeitos de Uruguaiana, Ronnie Mello (PP) e de São Borja, Eduardo Bonotto (PP); o conselheiro do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Rio Grande do Sul, André Michels; a vice-presidente da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), Gladys Vinci; os representantes da Receita Estadual, Eduardo Cravo e Diego Antunes Moreira; os vereadores Carlos Delgado e Jefferson Homeich (São Borja); o representante da Associação Comercial e Industrial de São Borja (ACISB), Enedir Ramires.

Na prática, ficou definida a busca junto às autoridades estaduais de uma solução que atenda às expectativas e torne possível um menor impacto negativo ao setor.