Legenda: Indicação é de autoria da vereadora Márcia Fumagalli

A vereadora Márcia Fumagalli (Republicanos), apresentou nesta terça-feira, 6/10, uma indicação que propõe ao Poder Executivo a realização de estudos para a implantação de um Programa Municipal de Cinoterapia e Terapia Assistida por Animais (TAA). A proposta prevê acompanhamento profissional e observância de critérios de segurança, saúde, treinamento e bem-estar animal.

A indicação foi aprovada em plenário e agora será enviada uma correspondência ao prefeito Carlos Delgado (PP) com a sugestão —por ser uma indicação, não tem força de lei e depende da decisão do Executivo para se transformar em ação concreta.

O que é a proposta

A cinoterapia é uma modalidade de terapia assistida por animais que utiliza cães treinados como recurso complementar em intervenções de saúde. Na prática, as sessões são conduzidas por profissionais habilitados e podem contribuir para processos de reabilitação, estímulo à interação social e redução de ansiedade.

Na justificativa da indicação, a vereadora argumenta que a iniciativa reafirma o compromisso com a população de Uruguaiana, ampliando políticas públicas de inclusão, saúde, reabilitação, qualidade de vida e proteção animal. O texto destaca três públicos prioritários: pessoas com deficiência, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e idosos.

“A proposta busca transformar uma demanda social em ação concreta, incentivando o Município a estudar sua viabilidade, inicialmente por meio de projeto-piloto e parcerias, com responsabilidade técnica e respeito ao bem-estar dos animais”, afirma o documento.

Piloto e parcerias

Um ponto central da estratégia apresentada é a implantação gradual. Em vez de pedir a criação imediata de uma estrutura completa, a indicação sugere que o Município comece por um projeto-piloto, apoiado em parcerias — modelo que reduz o custo inicial e permite avaliar resultados antes de uma eventual ampliação do programa.

O texto também estabelece salvaguardas para a eventual execução: as atividades deveriam contar sempre com avaliação e acompanhamento de profissionais habilitados, além de critérios claros de segurança e saúde dos participantes e de treinamento e bem-estar dos animais envolvidos.

“É compromisso do mandato trabalhar para que novas alternativas de atendimento sejam avaliadas e, quando tecnicamente viáveis, colocadas à disposição da população, conciliando cuidado com as pessoas, inclusão e respeito à causa animal”, diz Márcia.