Queda de energia afeta estoque de vacinas
Desabastecimento temporário ocorreu após falha elétrica comprometer conservação de imunizantes na rede municipal.  Créditos: Divulgação/Prefeitura Municipal 

A queda de energia registrada na Secretaria Municipal de Saúde nos últimos dias provocou a perda de vacinas armazenadas na sala de vacinas e deixou alguns imunizantes temporariamente indisponíveis. O problema ocorreu após a interrupção no fornecimento elétrico comprometer a refrigeração obrigatória das doses, exigindo o descarte por segurança sanitária. A sala permaneceu fechada por dois a três dias. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o atendimento já foi retomado e a reposição está sendo realizada pela 10ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS). 

A falha afetou a chamada cadeia de frio, sistema que mantém as vacinas sob temperatura controlada. Quando há interrupção prolongada de energia, não é possível garantir a eficácia dos imunizantes, o que determina o descarte preventivo. Durante o período de fechamento, moradores relataram ter encontrado a unidade sem atendimento, situação que gerou questionamentos públicos. 

De acordo com o assessor de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, Thiago Valença, a reposição depende do fluxo regular de solicitação e envio realizado pela regional. Existe um prazo técnico entre o pedido formal e a chegada das novas doses, o que pode causar intervalo no abastecimento. A administração afirma que o procedimento segue protocolo padrão da rede pública. 

 Fornecimento federal 

 Valença, esclareceu que as vacinas aplicadas na rede municipal não são compradas pela prefeitura. Elas são fornecidas pelo Ministério da Saúde por meio do Sistema Único de Saúde, dentro do Programa Nacional de Imunizações. Após a distribuição federal, as doses são repassadas aos estados e às coordenadorias regionais, responsáveis pelo encaminhamento aos municípios. 

Ele também afirmou que não há relação entre o desabastecimento temporário e despesas com eventos culturais. Conforme explicou, os recursos da saúde e da cultura possuem destinação orçamentária específica, prevista em lei, e não podem ser remanejados livremente entre áreas distintas. 

 Calendário de aplicação 

 A chefe de gabinete da Saúde, Daiany Mossi, informou que parte das dúvidas envolve o calendário nacional. A vacina contra a gripe é sazonal e começa a ser distribuída, tradicionalmente, em abril. Antes desse período, não havia envio regular aos municípios. 

Ela acrescentou que a vacina contra bronquiolite para bebês não integra, neste momento, a oferta do Sistema Único de Saúde. Já as vacinas contra influenza e COVID-19 são aplicadas a partir dos seis meses de idade, conforme diretrizes federais. 

Para crianças com três meses, o calendário público prevê a aplicação da meningocócica C, que segue disponível. As demais doses obedecem às faixas etárias e aos cronogramas estabelecidos nacionalmente. 

Com o atendimento restabelecido, a Secretaria orienta que a população procure a unidade de saúde para confirmar a disponibilidade dos imunizantes. A regularização completa do estoque depende da chegada das remessas encaminhadas pela 10ª CRS, conforme o fluxo oficial de distribuição.