A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira, 29/1, uma ofensiva contra crimes patrimoniais com reflexos na região da Fronteira Oeste. A ação, batizada de Operação “Sem Trégua”, foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Itaqui, com suporte da 1ª Delegacia de São Borja, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de equipes da Operação Verão.
Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e oito ordens de busca e apreensão, cumpridos nos municípios de Itaqui e Porto Alegre. Até o momento, três suspeitos foram capturados. O quarto investigado segue sendo procurado pelas forças de segurança.
Conforme o delegado Rodrigo Bobrzyk, titular da DP de Itaqui, o trabalho investigativo começou após um roubo registrado no início de janeiro. Na ocasião, criminosos invadiram uma residência e mantiveram os moradores sob ameaça, utilizando armas de fogo para restringir a liberdade da família durante a ação.
O aprofundamento das apurações permitiu identificar dois indivíduos diretamente envolvidos no crime, ambos moradores de Itaqui. Durante a investigação, a Polícia Civil conseguiu localizar as contas bancárias utilizadas para receber os valores subtraídos das vítimas. Parte do dinheiro foi posteriormente repassada a terceiros, que também residem no município, ampliando o número de pessoas investigadas no esquema.
Itaqui
O tema da segurança ganhou destaque em Itaqui após episódios registrados no final de 2025. Naquele período, comerciantes e empresários relataram ter sido alvo de ameaças e tentativas de extorsão, com exigências financeiras acompanhadas de intimidações e promessas de ataques a estabelecimentos comerciais.
Em setembro do ano passado, duas tentativas de extorsão contra empresários itaquienses foram investigadas, culminando na prisão de oito pessoas. No início deste ano, comerciantes relataram o recebimento de mensagens via WhatsApp, muitas com características de golpe, incluindo vídeos exibindo armas e discursos intimidatórios. Apesar do conteúdo alarmante, nenhuma ação criminosa concreta foi registrada em janeiro no município.
A Polícia Civil reforça que, ao receber mensagens desse tipo, a orientação é bloquear imediatamente o número, não manter contato com os autores e registrar ocorrência na Delegacia de Polícia.


