Piscinas infláveis exigem supervisão constante
Mesmo rasas, piscinas não são inofensivas crédito: ilustração/Pexels

A Sociedade Brasileira de Pediatria alerta que piscinas infláveis, comuns em residências durante o verão, não são inofensivas e representam riscos significativos para crianças, especialmente as menores. Afogamentos, quedas e outros acidentes podem ocorrer mesmo em ambientes considerados seguros. 

Segundo a SBP, pequenas quantidades de água já são suficientes para causar afogamento. Crianças podem se afogar em apenas três a cinco centímetros de água, o que torna indispensável a supervisão constante e ativa de um adulto, ainda que a piscina seja rasa. 

A secretária do Departamento Científico de Segurança da SBP, a médica Tânia Zamataro, destaca que a maioria dos acidentes acontece dentro de casa ou em locais de convivência cotidiana. Para ela, medidas preventivas não comprometem o lazer, mas garantem a segurança e a continuidade das atividades recreativas. 

Entre as orientações, a SBP reforça que crianças menores de 5 anos ou que não sabem nadar devem estar sempre a um braço de distância de um adulto atento. Além disso, lembra que o consumo de álcool por responsáveis é incompatível com atividades aquáticas, pois compromete a vigilância adequada. 

A entidade também recomenda cuidados com o ambiente, como pisos antiderrapantes, proibição de brincadeiras perigosas e atenção à saúde das crianças. Quando não estiver em uso, a piscina inflável deve ser esvaziada, seca e guardada fora do alcance dos pequenos, reduzindo o risco de acidentes domésticos.