Foi presa na manhã de terça-feira, 14/11, uma ex-estagiária do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A operação da Polícia Civil investiga uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas, com atuação em um condomínio na região central de Porto Alegre. Ela é suspeita de cobrar para realizar consultas processuais e beneficiar criminosos. Além dela, outras seis pessoas foram presas até o momento.
Segunda a Polícia Civil, a mulher, de 26 anos, foi apresentada aos traficantes por uma outra pessoa, e passou a cobrar um valor de R$ 200 por consulta aos membros da facção. Ainda não se sabe quantas vezes ela acessou o sistema a serviço dos investigados.
“Ela procurava por prisões cautelares no mais absoluto sigilo. Se houvesse um pedido de prisão para determinado membro da facção, ela tinha acesso e podia frustrar uma operação policial ou mesmo algum processo que já tivesse sido iniciado”, afirmou a delegada Laura Lopes, da 19ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre.
Os investigados são apontados como chefes do tráfico no condomínio Princesa Isabel, no bairro Azenha. São cumpridos sete mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas além de nove mandados de busca e apreensão. Além do Princesa Isabel, policiais executaram ordens judiciais na Região Metropolitana.
A ação se estendeu também para fora do Rio Grande do Sul: um gerente de tráfico foi detido no aeroporto de Viracopos, em Campinas, quando estava prestes a embarcar para Paris. Outra ordem está sendo cumprida no Rio de Janeiro.
O vazamento de informações sobre mandados e operações é investigado pelo Ministério Público. Segundo apuração do Grupo de Investigação (GDI) da RBS, 14 estagiários chegaram a ser afastados, por suspeita de informarem investigados sobre ações planejadas pela polícia.

