Suspeito de exploração sexual é preso por coação

A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quinta-feira, 14/3, um homem de 32 anos, por

coação no curso do processo oriundo da Operação Apoiadores, deflagada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em outubro do ano passado. 

Eduardo Braga Wolff, assim com o pai dele, Rogério Evandro Wolff, são suspeitos de 

participar de um esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes. O pai,

inclusive, foi preso preventivamente.

Agora, de acordo com o delegado titular da DPCA, Matheus Antunes da Rosa, ele suspeito

de, às vésperas das audiências, coagir vítimas e testemunhas para que mudassem seus

depoimentos em juízo, negando os fatos denunciados a fim de descredibilizar a

investigação e a ação penal resultante dela.

A prisão é preventiva e foi cumprida no bairro Santana. Wolfe é a segunda pessoa presa

preventivamente por coação. Na semana passada, uma mulher de 18 anos, que enquanto

menor se prostituía e aliciava amigas menores de idade para também o fazerem, também

foi presa, acusada de coagir testemunhas e vítimas.

Eduardo foi conduzido à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, interrogado e

posteriormente encaminhado à Penitenciária Modulada Estadual de Uruguaiana (PMEU),

onde permanecerá, à disposição da Justiça.

Operação Apoiadores

A Operação Apoiadores foi deflagrada no ano passado, tendo uma lista de

aproximadamente 90 pessoas suspeitas de participar de uma grande rede de aliciamento

e exploração de menores para fins sexuais. De acordo com Antunes da Rosa, até o

momento a DPCA já remeteu ao Poder Judiciário dois inquéritos policiais referentes ao

caso, totalizando 58 pessoas indiciadas por favorecimento à prostituição de menores,

estupro de vulnerável, corrupção de menores entre outros crimes.

O Delegado frisa que, a DPCA atua com foco na repressão ao abuso e à exploração sexual

de crianças e adolescentes e eventuais denúncias podem ser feitas através do Whats App

pelos números (55) 98417-8933 e (55) 98404-9048 ou pelo telefone fixo 3414-4195. A

identidade do denunciante é mantida em sigilo