O Poder Executivo encaminhou à Câmara de Vereadores mais um pedido de autorização para alcançar recursos ‘extras’ ao Hospital Santa Casa de Uruguaiana (HSCU). Desta vez, o objetivo é alcançar R$ 1,5 milhão à instituição, a título de subvenção social. O projeto foi lido em plenário na manhã desta quinta-feira, 11/12, quando os vereadores aprovaram o regime de tramitação em urgência urgentíssima.
O valor será utilizado para o pagamento de medicamentos oncológicos e para despesas com serviços de Cardiologia e Hemodiálise, prestados por pessoa jurídica.
O repasse será realizado em parcela única, e o hospital deverá apresentar prestação de contas em até 30 dias, sujeita à avaliação do Conselho Municipal de Saúde. Segundo o Executivo, a urgência no trâmite é necessária para que o município consiga liberar os recursos ainda em 2025, uma vez que o valor também é proveniente da devolução parcial do orçamento da Câmara.
A análise da matéria será feita pelas comissões responsáveis técnicas da Casa Legislativa na próxima segunda-feira, 15/12, e, a previsão é de que o projeto seja votado em plenário na penúltima sessão do ano, na terça-feira, 16/12.
A cada 45 dias um novo pedido
Este será o oitavo repasse extra de recursos do Executivo ao HSCU em 2025 – o segundo da atual gestão. Desde o início do ano, quando a crise financeira na Santa Casa se agravou, a instituição vem recorrendo quase todos os meses aos cofres do município. Somente esse ano, os aportes de dinheiro público totalizaram por volta de R$8 milhões extras, que se somam aos valores repassados mensalmente para manutenção de serviços como Pronto Socorro, Clínica Renal e Banco de Sangue. Em média, o Hospital requereu ajuda em suas finanças a cada 45 dias em 2025.
O primeiro foi em janeiro e, conforme a instituição, utilizado para compra de medicamentos oncológicos, no valor de R$1,5 milhão. Já em março, recebeu R$200 mil para despesas de serviços; outros R$100 mil para manutenção da Clínica Renal em abril; R$1,5 milhão em junho, para pagamento de salários; outros R$ 1,3 milhão em setembro, também para compra de medicamentos oncológicos e, no mesmo mês R$600 mil para o pagamento de médicos celetistas. Já em outubro, foram mais RS1,3 milhão também para o pagamento da folha.


