Unipampa aciona Polícia Federal e MPF para apurar concurso
Objetivo e apurar denúncias de irregularidade na aplicação das provas, em Uruguaiana, Bagé e Caçapava do Sul. Créditos: Gabriela Barcellos/JC

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) ampliou as ações relacionadas ao concurso público para Técnico-Administrativos. Conforme a instituição, após os relatos de ocorrências durante a aplicação das provas, a universidade criou uma comissão interna de análise e marcou reuniões com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), com o objetivo de compartilhar informações sobre os fatos e os documentos em avaliação. 

Paralelamente, a Reitoria publicou a Portaria nº 259, de 6 de fevereiro de 2026, que institui a Comissão de Análise da Execução Contratual do concurso. O grupo é composto por servidores técnicos da universidade e terá a responsabilidade de examinar, de forma detalhada e fundamentada, os procedimentos e acontecimentos relacionados à realização das provas. 

Entre as atribuições estão a análise da documentação apresentada pela banca, a verificação do cumprimento do contrato, dos editais e da legislação, além da apuração dos problemas relatados durante o processo. A comissão também poderá solicitar esclarecimentos adicionais e deverá elaborar um relatório técnico que servirá de base para decisões administrativas. 

As novas medidas, ainda de acordo com a instituição, se somam às providências adotadas anteriormente: a universidade requisitou formalmente informações e documentos ao Instituto Access, responsável pela organização do concurso para cargos de níveis médio e superior. A Unipampa reiterou a importância da integridade do processo e afirmou que cada ocorrência será tratada com seriedade, visando garantir segurança, organização e isonomia na seleção. 

Contudo, a Unipampa ressalvou que a execução operacional é responsabilidade da empresa contratada, mas enfatizou que acompanha o caso de forma ativa, com apoio da equipe técnica e da Procuradoria Federal junto à universidade, para assegurar rigor administrativo e jurídico na análise. 

O que houve 

Candidatos relataram irregularidades na aplicação das provas, que ocorreu no dia 1º de fevereiro. Entre os problemas relatados estão atrasos na entrega de provas, troca de cadernos de questões, e falhas na organização, incluindo pessoas sem supervisão em sala. Os problemas foram registrados em Uruguaiana, Bagé e Caçapava do Sul. Mais de 20 candidatos registraram boletins de ocorrência e, em Uruguaiana, a Polícia Federal chegou a ser acionada e compareceu ao local.