Unipampa deve finalizar em 15 dias levantamento para reparo de laboratório

O Laboratório de Bioquímica e Toxicologia em C. elegans, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Uruguaiana, foi atingido por um incêndio no mês de março e ainda está na fase de levantamento de reparos. O incêndio ocorreu na madrugada do dia 30/3. O espaço foi totalmente atingido pelas chamas e ficou sem condições de uso.

A diretora da instituição, Cheila Stopiglia revela que “estamos fazendo o levantamento para reparo e aguardando liberação dos recursos. Dentro de no máximo 15 dias teremos o levantamento pronto”.

Serão várias etapas, desde o reparo predial, compreendendo também aquisição de mobiliário, equipamentos e reagentes. Um dos reagentes utilizado pelos estudantes nas pesquisas que acabou se perdendo foi o verme C. elegans que é dos Estados Unidos, e precisará ser comprado novamente uma nova cepa.

O laboratório de bioquímica atendia cerca de 25 estudantes, desde alunos de ensino médio que faziam iniciação científica na universidade até os acadêmicos da graduação, mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos.  

“Alguns dos alunos orientados estão desenvolvendo as suas pesquisas em laboratórios de outras instituições; outros foram realocados para outro espaço, com o material que não foi atingido pelo incêndio ou cedido por outros laboratórios da Unipampa”, destaca a diretora do campus.

Os trabalhos dos acadêmicos precisaram continuar, desta forma, alguns estudantes estão sendo recebidos em outros laboratórios, dentro do campus e fora. “Uma aluna foi e já retornou da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Agora dois alunos estão indo para UFRGS e duas alunas para Universidade Federal de Pernambuco e depois para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)”, destaca Daiana Silva de Avila, professora do curso de Farmácia e Programa de Pós Graduação em Bioquímica.

Em virtude de utilizarem recursos próprios, os estágios são curtos, cerca de um mês. “Eles não têm recurso para se manter em outra cidade por muito tempo. Apenas os que vão pra UFRGS agora vão ficar mais meses. Uma delas já estava previsto no projeto, e outro aluno vai junto”, revela a professora.