Unipampa realiza 500 testes para o estudo sobre o coronavírus

O último final de semana foi de muito trabalho para 25 discentes dos cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), que fizeram a coleta de dados e testes rápidos na população de Uruguaiana para o estudo inédito sobre a disseminação do coronavírus na população do Rio Grande do Sul. De acordo com a universidade, foram realizados 500 testes.

A Unipampa participa da pesquisa que deve estimar o percentual da população gaúcha infectada pela Covid-19. O estudo, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), conta com a colaboração de pesquisadores da Unipampa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Caxias do Sul (UCS), Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

O objetivo da pesquisa é auxiliar na identificação do perfil da população infectada pelo SARS-CoV-2, o novo coronavírus, e em quais regiões do Estado a prevalência é maior. O trabalho é realizado por meio de coletas – amostragens epidemiológicas sequenciais – e de aplicação dos questionários nas regiões previstas pelo estudo: Caxias do Sul, Grande Porto Alegre, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul/Lajeado, Santa Maria e Uruguaiana.

Para a pesquisa, foram disponibilizados cerca de 20 mil testes e cada universidade ficou responsável pela coleta no município de atuação. No caso da Unipampa, a amostragem será feita em Uruguaiana e além da coleta realizada no final de semana estão previstas mais três coletas com intervalos de 15 dias.

Na Unipampa o estudo é coordenado pelas professoras Débora Pellegrini, Jenifer Harter, coordenadora do curso de Enfermagem, e Sandra Elisa Haas, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF).

Os resultados irão orientar o governo do estado na tomada de decisões e na adoção de políticas específicas como, por exemplo, a continuidade pelo distanciamento social e o reforço no atendimento hospitalar em regiões específicas.