Começou ontem, 13/12, uma série de atividades organizadas pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa) campus Uruguaiana, em mobilizações contra os bloqueios e os cortes nas verbas do ensino superior. O cronograma de paralisação do campus segue até o dia 16.
Ontem foram realizadas rodas de conversa que abordaram a “História da Unipampa – campus Uruguaiana e o impacto do corte orçamentário”, com o professor Franck Peçanha; “O propósito da Unipampa na Fronteira Oeste”, com a professora Débora Pelegrini; e “A importância das políticas de inclusão e permanência na universidade”, com a professora Monalisa Siqueira. As rodas de conversa aconteceram na Praça Barão do Rio Branco.
Nesta quarta-feira, 14/12, às 9h será realizada uma reunião extraordinária na câmara de vereadores que abordará os cortes de verba na área da Educação. Devem estar presentes a direção, professores e estudantes do educandário. E as 17h, será realizada assembleia sindicalista intercampi. Na quinta-feira, 15/12, serão realizadas duas aulas abertas, uma às 8h30 e outra no turno da tarde às 18h30. Os professores que irão ministrar cada uma das aulas não haviam sido definidos até o fechamento desta edição, visto que são escolhidos conforme a disponibilidade de cada docente e área em que ele atua.
Na sexta-feira, 16/12, está previsto um protesto às 17h30 e, na sequência, às 18h30 aula aberta com a presença do Dr. Rafael Malheiros, fisioterapeuta chefe do Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana, egresso da universidade e esteve à frente do movimento estudantil enquanto aluno. As aulas abertas funcionam como uma roda de conversa. São mediadas por professores da universidade que se dispõem em falar sobre diversos temas pertinentes ao momento vivenciado.
Na última sexta-feira, 9/12, o campus já havia realizado uma assembleia geral com a comunidade acadêmica para discutir sobre os cortes no orçamento do ensino superior e seus impactos.
De acordo com a diretora do campus, Cheila Stopiglia, os impactos nos serviços essenciais que o campus vem sofrendo com “menos pessoas fazendo o serviço de limpeza e de manutenção”. Ela também explicou o cenário dos cortes sofridos pela educação neste ano “recebemos um corte em junho, um bloqueio em outubro, que pelas mobilizações nacionais foi revertido. E agora, mesmo assim, recolheram o recurso que já estava previsto.”


