Nesta sexta-feira, 10/7, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que disponibilizará R$ 72 bilhões no Plano Safra 2026/27. O valor é 2,9% maior do que o montante liberado na temporada passada, que foi de R$ 70 bilhões.
Conforme o banco, nesta safra serão R$ 40,5 bilhões em recursos equalizáveis que poderão ser acessados por meio de Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), que contam com prazos, taxas e orçamentos determinados. Desse total, R$ 21,5 bilhões serão destinados a médios e grandes produtores, com taxas de juros entre 8,0% e 12,5% ao ano; e R$ 18,9 bilhões vão para a agricultura familiar, com juros entre 0,5% e 7,5% ao ano.
Em nota, o BNDES disse que, além do Plano Safra, oferece aos produtores linhas de crédito próprias, perenes e não equalizáveis junto ao Tesouro. A principal delas é o BNDES Crédito Rural, que terá orçamento de R$ 31,5 bilhões nos próximos 12 meses. Na safra anterior, o volume foi de R$ 30,3 bilhões. O crédito é voltado a projetos de investimento, aquisição de máquinas, custeio, apoio a cooperativas e emissão de Cédulas de Produto Rural Financeira (CPR-F) ou Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) lastreados em direitos creditórios do agronegócio.
O apoio do BNDES no âmbito do Plano Safra ou por meio das linhas de financiamento próprias para o setor agropecuário ocorre de forma direta ou, principalmente, indireta. Na modalidade direta, os recursos são contratados com o próprio BNDES. Já na modalidade indireta, a contratação e o repasse de recursos ocorrem por meio de instituições financeiras parceiras credenciadas. São mais de 80, cobrindo 93% do território nacional.


