Primeira edição do Forvida ocorreu junto ao III Festival da Cultura Surda do Pampa Gaúcho.

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) realizou, nesta semana, no Campus Bagé, o I Fórum Interseccional de Valorização da Inclusão, Diversidade e Ações Afirmativas (Forvida), juntamente com a terceira edição do Festival da Cultura Surda do Pampa Gaúcho. A iniciativa reuniu integrantes dos dez campi da instituição e representantes da comunidade externa em uma programação voltada à inclusão, diversidade, acessibilidade, equidade e valorização da Cultura Surda.

Organizado pela Pró-Reitoria de Comunidades, Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão (Procadi), o encontro promoveu espaços de diálogo e participação coletiva. A agenda incluiu mesas temáticas, apresentações artístico-culturais, reuniões de coletivos, oficina e uma plenária destinada à apresentação de pautas e demandas.

A programação começou na tarde de quinta-feira, 24/9, com credenciamento, apresentações artístico-culturais e a abertura oficial do evento. Na sequência, a Procadi apresentou um balanço de três anos de atuação em rede, com foco na construção de iniciativas relacionadas à inclusão, diversidade e equidade.

Os debates foram organizados em duas mesas. A primeira abordou as interseccionalidades, com discussões sobre identidades, formas de resistência e o direito à existência. Na segunda, o foco esteve na construção de instituições mais inclusivas, passando por temas como ações afirmativas, acessibilidade e justiça social.

As atividades também foram marcadas por manifestações artístico-culturais ao longo do dia, ampliando os espaços de expressão e integração entre os participantes.

À noite, uma confraternização reuniu os participantes na chamada Noite Plural, atividade opcional que teve como proposta promover a integração e celebrar a Cultura Surda, a equidade e a diversidade.

Coletivos e participação

No segundo dia do encontro, realizado nesta sexta-feira, 25/9, a programação foi retomada com apresentações artístico-culturais e reuniões temáticas dos coletivos, além de uma oficina. O período da tarde foi reservado à plenária de socialização das pautas e reivindicações levantadas pelos grupos participantes.

O encerramento contou com a leitura da Carta do I Forvida, documento que marcou a conclusão da primeira edição do fórum.

Ao longo dos dois dias, o encontro proporcionou a troca de experiências e a discussão de temas relacionados aos direitos humanos, às políticas de inclusão e às ações afirmativas. A programação também reforçou a importância da acessibilidade e da Língua Brasileira de Sinais (Libras), além de ampliar o espaço de visibilidade para a Cultura Surda dentro e fora da universidade.